terça-feira, 15 de março de 2016

Ao inferno a catequese e os catequistas

 A catequese que se firmou nos anos de descobrimento e perdurou por muito tempo é sem dúvida um fator trágico para nossa civilização atual, a imposição de uma religião e de uma civilidade aos moldes estrangeiros foi e continua sendo uma afronta a cultura local e ao pensamento de diversidade, a catequese foi o fator preponderante para a guerra dos bárbaros, uma barbárie de extermínio e dominação esquecida pelos historiadores e tantos outros conflitos regionais. Onde ouve a catequese ouve a discórdia porque impor algo é sempre prejudicial ao pensamento livre, de um ser, de uma cultura, de uma sociedade, de uma nação. A catequese e os catequistas são o pedaço sujo da nossa história.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Inflando bobagens



Essa sociedade de loucos tecnológicos surge com novidades a todo instante, é um mundo de poucas grandes ideias e muitas bobagens. As pessoas estão sendo levadas, na verdade estão caminhando por conta própria "servidão voluntária" como bem diz o historiador Leandro karnal, estão tecendo sem parar bobagens uma atrás da outra e o curioso é a dimensão dessas bobagens no cotidiano. Um grande exemplo está na ideia de mudar os nomes das escolas, vira um debate acalorado entre aqueles que concordam com a mudança porque segundo declamam em alto e bom "não podemos reverenciar ditadores" como se isso importasse já que o ambiente escolar ainda é um ambiente de ditadura e prisão sufocante. E é exatamente nesse ponto onde quero tocar, pegar uma bobagem como a mudança de um nome de escola e transformar num grande debate e logo depois vir a mudança, enquanto existe uma educação deficitária em todos os sentidos e não existe se quer um debate quanto mais mudança, a ideia dessa sociedade atual é a de inflar bobagens enquanto as coisas importantes seguem seu fluxo sem resultados satisfatórios, esquecidos no canto da ignorância midiática e das irresponsabilidades dos seres pensantes representantes dos cidadãos e dos próprios cidadãos enquanto seres de diálogos. O processo de inflamar bobagens serve somente para fazer esquecer os reais problemas que merecem destaque, mas que são desinteressantes para a classe de burgueses fascistas do nosso país.

Sinceramente tenho nojo dessa sociedade que infla bobagens, precisamos evoluir como seres pensantes para fazer escolhas decentes, para sentar e discutir um problema entre tantos, mas não quando o assunto é saber se haverá festa ou não no carnaval as pessoas se mobilizam, se o idiota ou a idiota confinados devem ou não abandonar o programa as pessoas baixam o aplicativo e votam, sobre o kit gay, do ser ou não ser gay, hétero, bissexual, sobre biografia não autorizada, se meu time será campeão, se foi ou não falta em cima do beque, foda-se existem problemas mais importantes do que mudar um nome de escola,  questão como o novo remédio contra o câncer fosfoetanolamina que está amenizando as dores de muitos pacientes, mas por questão comerciárias a ANVISA proíbe a liberação, sabemos como a indústria farmacêutica trabalha em relação a esses assuntos que envolvem lucros absurdos. É esse tipo de problema que merece debate e solução rápida, ao em vez de ficarmos imersos em bolhas de bobagens vamos acordar para o tempo presente e lutar por coisas realmente importantes para o social, para o todo, para o país e deixemos de ser essa raça andante para abismos de suposições e bobagens midiáticas.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Filhinhos da mamãe


Assistindo a bela serie Band of Brothers de Steven Spielberg e Tom Hanks você se imagina um inútil nesse mundo trilhado e construido através de grandes guerras, de grandes batalhas, de grandes terremotos bélicos. Um bando de filhinhos da mamãe essa geração do século XXI, nunca se quer presenciou um grande reboliço, nunca se quer sentiu algo como o frio na espinha do não poder nem imaginar a volta para casa, o terror psicológico da carnificina, dos corpos ao chão perfurado por bala, estraçalhado, triturados pelas maquinas de guerras, se quer sentiu a dor de um companheiro de guerra sem as pernas jorrando em sangue ou simplesmente sem o psicológico preparado para ver o que a guerra escancara aos nossos olhos.

Durante todos os dez episódios a imagem que me marca é a de um soldado tirando o capacete da cabeça e deixando-o deslizar das mãos para o chão é a parte de apresentação inicial da serie, com uma música fantástica de Michael kamen. Até o sétimo episódio fiquei curioso para saber o que acontecera que fizera o soldado reagir daquela forma, só então no sétimo episódio na batalha de Bastogne uma das piores enfrentada pela companhia Isis, o soldado viu dois dos seus amigos serem atingindo por uma bomba que decepou as pernas de ambos, com a face assombrada ele retira o capacete e o deixa cair vagarosamente, a partir daquela cena o soldado desistira da guerra, não o corpo mais o psicológico havia se rendido. Essa é uma das cenas mais tocantes da serie, o conflito interior é constante sob as rajadas de balas e bombas. O homem é sem dúvida um ser histórico, imortal pelos seus feitos, irracional e humano ao mesmo tempo. Quando corpo e mente não se encontram inexiste possibilidade de unir caminho e equilíbrio, os passos não sustentam a barbárie.

Esse é um tempo que devemos nos questionar o que somos, porque somos e se ainda queremos ser.  Nesse início de século o que vejo é um bando de filhinhos da mamãe em guerras de torcidas organizadas, em  brigas de vizinhos condenados pela soberba um do outro, em conflitos conjugais, em briga de bar. O que vejo é somente frouxos tentando amenizar os feitos que nunca irão conseguir. Lutar e vencer em uma guerra é para poucos e só aqueles que viveram e sentiram na pele estarão na posição de dizer o que é difícil hoje em dia. Que tal pararmos com toda essa discussão de esquina e agirmos para tornar o mundo melhor e nos orgulharmos de alguma coisa que valha a pena no futuro.

O vinho

Curo minhas depressões com vinho. Sem dúvida que o vinho é o melhor amigo do homem ele é o cachorro engarrafado.