domingo, 18 de outubro de 2015

Que nojo!

Acho que as coisas precisam voltar a ser o que eram. Me refiro a organização e compromisso das pessoas, o levar adiante o que se diz, ter a coragem de encarar as dificuldades e adversidades até o fim, ter a capacidade de buscar saídas nos momentos difíceis. Essa geração que aflora inerte, que germina tecnologicamente no mundo é sem dúvida a geração do descompromisso com as coisas importantes da vida. Estou a achar que foi eu quem nasci há 10 mil anos atrás. O que está havendo é na verdade uma carência de seres exemplares, que possam fazer minar novamente responsabilidade, compromisso, educação ambiental e social. O que fazer com uma geração que se prostitui visualmente, sonoramente e intelectualmente? As coisas precisam voltar a ser o que eram no sentido de uma maior entrega ao que se faz e ao que se cria, as pessoas estão deixando tudo pela metade e isso não bom, estão esquecendo, estão natimortas, estão virando os verdadeiros valores de cabeça para baixo e isso não é bom mesmo. O politicamente correto acabou com nossa sociedade e vejo isso de uma forma cômica porque as pessoas se deixam levar pelas opiniões midiáticas e é por isso que a geração do agora é limitada intelectualmente, não teremos mais nenhum grande gênio porque essa é uma geração de filhinhos da mamãe que esperam comida no prato, roupa lavada e cama forrada. Que nojo!

sábado, 10 de outubro de 2015

Um copo de cerveja


Emborco um copo de cerveja enquanto penso na vida. A psicologia deveria ser substituída pela cevada, porque ela está no momento de tristeza ou reflexão do homem só. Estamos num momento de paralisação das ações, o futuro me parece está se encaminhando para as obrigações mais fúteis que existem e sinceramente é cada dia mais difícil a adaptação. Amanhã jogaremos pedras nas divindades e isso não me surpreende tanto, seremos uns bandos de falastrões felizes, um a depreciar o outro, se vangloriar, se auto-intitular maioral em tudo, as crianças nascerão caladas porque o tempo se encaminha para o tédio profundo. O mundo sofrendo uma hemorragia interna enquanto emborco mais um copo de cerveja, e como isso é bom.

sábado, 3 de outubro de 2015

Perdoar



Talvez a palavra perdoar seja um pouco pesada em qualquer situação, se perdoou é porque admito que o outro errou em suas escolhas, ou suas decisões. Mas e do ponto de vista de cada um será que errar nesse ponto tem o mesmo sentido de onde veio o perdão a tais escolhas, ou decisões, ou caminhos que deveríamos seguir? Aceitar a escolha do outro, é dessa palavra ACEITAR que nasce e sempre nascera a possibilidade maior de voo alto e continuo. A cura do sofrimento carregado no peito só cessa ou ameniza quando encontramos no outro a real satisfação de saber que seremos aceitos mesmo com as nossas inconstâncias, mesmos com as nossas deficiências no conduzir a vida, mesmo com as nossas dificuldade em cronometrar o tempo certo ou pelo menos tentar encontrar certeza. O incerto paira, mas se eu aceito as incertezas posso compreender o outro; e se eu compreendo o outro, eu o aceito.

Quando você perdoa você não aceita você se conforma, se dar por vencido. O ato de perdoar o outro é uma manifestação clara de despojo as escolhas e decisões advindas de um modo de viver talvez satisfatório ou não para o outro. Talvez a família Simpsons possa nos dizer algo e principalmente Marge Simpson. 

sábado, 26 de setembro de 2015

Carta a um inquieto




                                                        Sábado, 26 de setembro de 2015

Meu velho,
Existe um caminho ao longe que poderia te levar ao paraíso dos campos férteis. Esse caminho poderia torna-lo menos triste, menos desatento para o viver a vida, menos indiferente. Veja, essa é uma geração de pervertidos e quando falo pervertido não estou a falar só na perversão do sexo em si, mas na perversão a tecnologia, ao dinheiro, ao insano e miserável, você é um estranho entre todos esses pervertidos, eu sei. Me falaste de amor alguma vez? Não carrego em minhas lembranças se quer uma unica menção tua aos sentimentos humanos mais intensos. Falas muito pouco, o teu silêncio é um deus dentro de ti e esse deus construiu paredes resistentes e dessa resistência nasceu o congelamento para a vida, para tua vida cinzaescurecida, para o vegetar dos sentimentos estranhos. Onde estão tuas lembranças agora? Porque não me contas das tuas magoas passadas, sei do teu sentir latente, sei das tuas fraquezas que habitam as entranhas do teu lapidar o tempo inconscientemente. Revela-me as tuas dores, liberta por definitivo essas amarras falsas de um existir sem fundamento. Permita-me alcançar as tuas náuseas diárias e sentir o teu sentir para poder compreende-lo sem imaginar o que eu não posso imaginar. Sabe? Vejo-te como um ser intocável, não intocável no sentido de palpável, mas intocável no sentido de alcançar desde teu sentimento mais brando ao mais escuro, adentrar a tua cabeça e conhece-lo sem meio termo seria pra mim um privilegio. A tua face me agrada, ela disfarça um sofrimento de muitos anos, ela é pesada como o passado, na verdade ela carrega um passado mal compreendido é isso que sinto, desculpe-me se estou sendo inconveniente aos teus hábitos, mas penso que me deste liberdade de falar tudo depois que trocamos algumas palavras, confesso que não teria coragem de falar tudo isso pessoalmente, porque como é de costuma você encontraria um jeito de terminar o mais rápido a conversa para poder se desfazer de minhas bobagens. Essa acabou sendo a unica maneira de falar o que penso de ti. Es resistente porque luta contra um inimigo que nunca mostrara a cara. Se esconder do mundo talvez não seja a melhor maneira de vencer as angustias, esquecer o outro não passa de desculpas para não firmar sentimentos incompatíveis a sua forma de existir. Considero-te como a nenhum outro ser na face da terra, mas por favor a indiferença para com o outro é desleal. Peço-te meu velho algo mais em prol da nossa amizade: não me esqueça amanhã.


                   de todo meu coração

                                                             Poeta das montanhas

sábado, 12 de setembro de 2015

O homem em sua natureza mais cruel


No passado meu pai esfacelou meu cachorro de pancada, nesse tempo ele era um homem que frequentava a igreja, lia a bíblia e acreditava fortemente em um deus. Chorei muito e muitos da redondeza ouviram meus pedidos de "pare" não atendidos. Foi depois desse ocorrido que eliminei as possibilidades de qualquer divindade, eu não poderia acreditar que alguém com deus no coração pudesse fazer uma coisa daquelas.

Hoje meu pai não frequenta igreja alguma, quase não ler a bíblia e passou a acreditar menos em divindades, e choraria se lembrasse desse ocorrido, hoje o vejo com mais amor pela natureza e pelas formas de vida que nela habita. Volta e meia lembro-me desse fato, mas não odeio meu pai por isso, por que a redenção quando habita o ser humano transforma tudo e todos. Perdi a crença, mas não perdi o amor por meu pai.

sábado, 5 de setembro de 2015

Identicamente nulo

Minha vida foi e continua sendo um lixo, mas nunca precisei de entorpecentes para tentar esquecer ou viajar em outras dimensões fora da minha realidade. Sou homem o bastante para encarar a droga da realidade de perto, cara-a-cara sem medo, sem o disse me disse. Foda-se a fumaça da maresia, a unica maresia que quero é a maresia do existir conscientemente, mesmo que isso não sirva para nada, ou não seja excitante o suficiente. O que me excita está muito além de mato seco.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O tedioso caminho sem curvas

Uma estrada em linha reta é uma estrada sem surpresa. A nossa vida sem curvas também seria uma estrada sem graça, são as curvas que trazem o alumbramento.

domingo, 28 de junho de 2015

Entre um vinho barato e a solidão



O espaço entre as cortinas faz o vento passar de mansinho
enquanto meus olhos úmidos desistem de chorar.
No chão enquanto durmo o tempo passa usurpando minha jovialidade
o sol encosta em meu rosto acordo de súbito e penso: "estou sucumbindo aos poucos".
Os meus desencontros foram maiores
sabendo que ontem envelheci no futuro
imagino a criança que eu fui distante deste inferno
já fui único hoje tenho me multiplicado aos montes para tentar me ajustar a esse lado escroto do mundo que nos decepa as virtudes.
já acreditei em muitas coisas, mas hoje amar a deus é tão clichê quanto xavecar uma puta para tentar transar.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O sentido para a vida



O sentido para a vida pode está em uma trilha, uma caminhada de dez metros, uma jornada pedalando, uma temporada no meio deserto.

O sentido para a vida é um desafio tão extremo que poucos se lançam em busca. Mas eu consigo caminhar. Até onde não sei.

Superar e resistir até o fim, colocar o espírito na mais alta montanha perdida entre milhares numa selva montanhesca.

O sentido para a vida depois de nunca a ter encontrado pode está na dor tamanha de caminhar sem parar, na incansável insistência de pedalar, na loucura iluminada de escalar até o topo uma montanha.

O sentido para vida é o sapato que leva seus pés machucados pelas trilhas, é a sede no meio do caminho e a fome que não para,

O sentido para a vida são os pensamentos brotando a noite enquanto dorme em baixo de um céu carregado de estrelas ou a música que sai da memória enquanto avança.

O sentido para vida é o seio da mãe natureza abraçando e ensinando de todas as formas como andar no labirinto, como se equilibrar, como se segurar ao ultimo estalo de sobrevivência.

O sentido para a vida pode nunca ser encontrado ou talvez o sentido para vida seja simplesmente todos os caminhos de quem busca algum sentido.

O melhor caminho é sempre aquele em que o espírito está a frente.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Minha aversão ao hoje

Darwin nunca esteve tão presente em minha vida como em tempos atuais. Falo do confrontar a vida diariamente, adapta-se a ela ou correr o risco de perecer como um verme sem virtude.


o espaço sendo tomado por uma idiotia congênita e você se quiser evoluir junto precisar torna-se um idiota ainda melhor que os demais.




Ah! Como tremulam os antigos nos túmulos.