segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Transe alcoólico



As garrafas vazias ao pé da mesa encostadas no canto sujo da parede há um sinal muito claro de que a embriaguez será inevitável e necessária. No momento em que você se da conta que está ao lado de uma bar na praia com o copo de cerveja na mão enquanto uma bela morena dança entre as mesas, distribuindo gingado e um sorriso de outro planeta.

E de repente estou em outra avenida, em outras mesas e minha bexiga a ponto de estourar, vou ao banheiro e o mal cheiro da urina acumulada arde no nariz, passo dez minuto com o pau na mão e o líquido acido não sai penso em ir embora, mas a bexiga reclama, então volto e finalmente a urina esguicha no mictório, volto a mesa e meu copo já está cheio novamente.

Sair pela rua numa madrugada etílica e cheia de segredos obscenos a cabeça girando num transe profundo entre o álcool e o delírio de um resto de diversão as três horas da madrugada. Ritos passageiros que no dia anterior ascende uma vertigem e uma crise do ser enquanto errante. Amanhecer é renascer depois de um transe alcoólico profundamente vertiginoso, amanhecer é pegar o ônibus de volta pra casa numa segunda-feira delirante, amanhecer é olhar para rua e perceber que todo mundo voltou a vida normal e você ainda procura seu lugar.

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