segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Transe alcoólico



As garrafas vazias ao pé da mesa encostadas no canto sujo da parede há um sinal muito claro de que a embriaguez será inevitável e necessária. No momento em que você se da conta que está ao lado de uma bar na praia com o copo de cerveja na mão enquanto uma bela morena dança entre as mesas, distribuindo gingado e um sorriso de outro planeta.

E de repente estou em outra avenida, em outras mesas e minha bexiga a ponto de estourar, vou ao banheiro e o mal cheiro da urina acumulada arde no nariz, passo dez minuto com o pau na mão e o líquido acido não sai penso em ir embora, mas a bexiga reclama, então volto e finalmente a urina esguicha no mictório, volto a mesa e meu copo já está cheio novamente.

Sair pela rua numa madrugada etílica e cheia de segredos obscenos a cabeça girando num transe profundo entre o álcool e o delírio de um resto de diversão as três horas da madrugada. Ritos passageiros que no dia anterior ascende uma vertigem e uma crise do ser enquanto errante. Amanhecer é renascer depois de um transe alcoólico profundamente vertiginoso, amanhecer é pegar o ônibus de volta pra casa numa segunda-feira delirante, amanhecer é olhar para rua e perceber que todo mundo voltou a vida normal e você ainda procura seu lugar.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Os planos continuam o mesmo



Começaram novos tremores, estruturas fortíssimas estão desabando enquanto outras estão sendo erguidas a uma altura nunca vista. As sombras estão se afastando lentamente e uma nova luz mais brilhante como nunca antes se aproxima. É tempo de primavera em meus olhos, eles estão brilhando, eles estão sorrindo, cessaram as tempestades, na há mais chuva o sol brilha no céu gigante.

O espírito foi infectado por uma nova substancia, o novo espírito paira no ar sem muita responsabilidade. Vamos subir os novos degraus, vamos lançar as ideias resistente a imundice prostituida dos tempos nascidos prematuros. O amanha revigora-se mais forte e mais decisivo, os planos estão onde sempre esteve, eles nunca mudaram, os planos continuam os mesmo. Até a chegada do meu fatalismo sentimental os planos continuarão.


No final a história se repetira é o gigante enverga-se até alcançar a altura de um homem de cinquenta centímetro, a mesma fase sombria descerá dos vales negros e os olhos voltarão a chover tempestades de ilusões transviadas por uma fase mal compreendida, então os velhos planos se tornarão novamente a única saída. Os passos ficarão cada vez mais curto e a estrada será sempre o ponto de partida, o sul será sempre a saída mais eficaz para esquecer as novas dores de um tempo que não perdoa.