sábado, 25 de outubro de 2014

O império do sol


Spielberg adaptou em 1987 para os cinemas a vida na segunda guerra de James Graham Ballard, interpretado brilhantemente por Christian Bale (Jim Graham) que mais tarde viria interpretar o Batman. Americanos e ingleses sob o domínio dos japoneses em um centro de concentração enquanto a segunda grande guerra assola longe dali. Um "garoto difícil" como disse um soldado Japonês. Um garoto de 11 anos que luta pela liberdade e contra a realidade esmagadora de tempos bélicos. Garoto questionador, independente, observador e extremo apaixonado por aviação, por um Cadillac prata que sempre carregava consigo, suspendendo-o para que voasse a toda altura.

O ponto mais impactante do filme é quando todos inclusive Jim saem do refúgio caminhando por longa distância até que chegam em um enorme estadio de futebol cheio de pertences de luxos roubados pelos chineses e depositados ali, todos vão para o norte, mas Jim resolve ficar com sua protetora a Sra. Victor que morre no dia seguinte enquanto Jim avista a luz e o estrondo da bomba atômica em Nagasaki pensando ser a alma da senhora Victor ascendendo no céu, descobre outra palavra para o seu vocabulário "bomba atômica" e então ele diz: “Eu pensei que era Deus tirando uma foto” e Spielberg em uma de suas entrevistas sobre o filme fala que: “Quando aquela luz branca explode em Nagasaki, e o menino presencia a luz, duas inocências chegam ao fim: a do menino e a do mundo”. FANTÁSTICO, REALMENTE FANTÁSTICO. Bale nasceu para o cinema nesse belíssimo filme.

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