sábado, 13 de dezembro de 2014

O desequilíbrio da fé

Vejo pessoas chamarem e orarem por um deus, por vários deuses o tempo todo. O que eu não vejo é  nenhum deus chamando e orando por essas pessoas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Transe alcoólico



As garrafas vazias ao pé da mesa encostadas no canto sujo da parede há um sinal muito claro de que a embriaguez será inevitável e necessária. No momento em que você se da conta que está ao lado de uma bar na praia com o copo de cerveja na mão enquanto uma bela morena dança entre as mesas, distribuindo gingado e um sorriso de outro planeta.

E de repente estou em outra avenida, em outras mesas e minha bexiga a ponto de estourar, vou ao banheiro e o mal cheiro da urina acumulada arde no nariz, passo dez minuto com o pau na mão e o líquido acido não sai penso em ir embora, mas a bexiga reclama, então volto e finalmente a urina esguicha no mictório, volto a mesa e meu copo já está cheio novamente.

Sair pela rua numa madrugada etílica e cheia de segredos obscenos a cabeça girando num transe profundo entre o álcool e o delírio de um resto de diversão as três horas da madrugada. Ritos passageiros que no dia anterior ascende uma vertigem e uma crise do ser enquanto errante. Amanhecer é renascer depois de um transe alcoólico profundamente vertiginoso, amanhecer é pegar o ônibus de volta pra casa numa segunda-feira delirante, amanhecer é olhar para rua e perceber que todo mundo voltou a vida normal e você ainda procura seu lugar.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Os planos continuam o mesmo



Começaram novos tremores, estruturas fortíssimas estão desabando enquanto outras estão sendo erguidas a uma altura nunca vista. As sombras estão se afastando lentamente e uma nova luz mais brilhante como nunca antes se aproxima. É tempo de primavera em meus olhos, eles estão brilhando, eles estão sorrindo, cessaram as tempestades, na há mais chuva o sol brilha no céu gigante.

O espírito foi infectado por uma nova substancia, o novo espírito paira no ar sem muita responsabilidade. Vamos subir os novos degraus, vamos lançar as ideias resistente a imundice prostituida dos tempos nascidos prematuros. O amanha revigora-se mais forte e mais decisivo, os planos estão onde sempre esteve, eles nunca mudaram, os planos continuam os mesmo. Até a chegada do meu fatalismo sentimental os planos continuarão.


No final a história se repetira é o gigante enverga-se até alcançar a altura de um homem de cinquenta centímetro, a mesma fase sombria descerá dos vales negros e os olhos voltarão a chover tempestades de ilusões transviadas por uma fase mal compreendida, então os velhos planos se tornarão novamente a única saída. Os passos ficarão cada vez mais curto e a estrada será sempre o ponto de partida, o sul será sempre a saída mais eficaz para esquecer as novas dores de um tempo que não perdoa. 

sábado, 25 de outubro de 2014

O império do sol


Spielberg adaptou em 1987 para os cinemas a vida na segunda guerra de James Graham Ballard, interpretado brilhantemente por Christian Bale (Jim Graham) que mais tarde viria interpretar o Batman. Americanos e ingleses sob o domínio dos japoneses em um centro de concentração enquanto a segunda grande guerra assola longe dali. Um "garoto difícil" como disse um soldado Japonês. Um garoto de 11 anos que luta pela liberdade e contra a realidade esmagadora de tempos bélicos. Garoto questionador, independente, observador e extremo apaixonado por aviação, por um Cadillac prata que sempre carregava consigo, suspendendo-o para que voasse a toda altura.

O ponto mais impactante do filme é quando todos inclusive Jim saem do refúgio caminhando por longa distância até que chegam em um enorme estadio de futebol cheio de pertences de luxos roubados pelos chineses e depositados ali, todos vão para o norte, mas Jim resolve ficar com sua protetora a Sra. Victor que morre no dia seguinte enquanto Jim avista a luz e o estrondo da bomba atômica em Nagasaki pensando ser a alma da senhora Victor ascendendo no céu, descobre outra palavra para o seu vocabulário "bomba atômica" e então ele diz: “Eu pensei que era Deus tirando uma foto” e Spielberg em uma de suas entrevistas sobre o filme fala que: “Quando aquela luz branca explode em Nagasaki, e o menino presencia a luz, duas inocências chegam ao fim: a do menino e a do mundo”. FANTÁSTICO, REALMENTE FANTÁSTICO. Bale nasceu para o cinema nesse belíssimo filme.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A menininha de bicicleta


Em um mundo demonizado pela febre do egoísmo e da repulsa ao humanamente adequado acontece um verdadeiro inesperado. Estava a ler um livro de crônicas do Sant'Anna e uma menininha de seus cinco anos rodava os canteiros da praça de bicicleta enquanto o pai trabalhava em uma lanchonete próxima. Ela ia e vinha sem parar enquanto eu deliciava-me nas crônicas escritas há oitos anos e que de alguma forma ainda faziam sentido. De repente a menininha parou em minha frente "está lendo a bíblia?" Como? "Você está lendo a bíblia" Não, são algumas crônicas. "O que é crônica?" São pequenas historias contadas em linguagens simples e divertida. " Você ler pra mim?" Claro, e comecei a ler o texto que mais gostei do livro (As borboletas estão chegando) e então passamos a conversar sobre borboletas, falamos das cores diversas e da beleza transformacional de uma espécie para outra, a simbiose das borboletas. "Eu gosto de andar de bicicleta". Eu também: olha aqui a minha. "Anda de bicicleta comigo". Infelizmente não posso tenho que ir. "Ah!". Tchau! "Tchau!" Esse foi o dia mais completo e feliz da minha vida, o dia em que uma menininha de bicicleta quebrou o gelo entre um ser humano e outro, o dia em que a abertura de dialogo existiu naturalmente, o dia em que a menininha provou haver uma pequenina luz no fim túnel que pode salvar a ignorância desse país.   

Não posso jamais esquece-me dessa data 20/10/2014, o renascimento de uma nova alma pensante.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Suprema profundidade


O tempo está profundo! A verdade de se está distante de tudo, o sortilégio da maioria é a felicidade ocasional, já o do despercebido é a indiferença ao ontem, ao hoje e a três quilômetros do amanhã. O pensamento ainda escorre pelas têmporas obscurecidas de um tempo obscuro. Nada mais importa, estão chegando estações diferentes, o tempo se alarga para o nada e o mundo cheios de dúvidas se comprime em futilidades.

Uma única estação moldara o velho para torna-lo novo mesmo que entediante e fúnebre, onde o tempo liquidificara nosso espaço temporal. Em todas as eras o movimento recaiu sobre os ombros dos mais rápidos e apetitosos homens de negócios, ser desimportante pelos menos algumas horas por dia, isso humanifica o ser e desentope suas ideias e as diferenciam, o homem certo caminha torto e em uma época de tempo profundo o homem mais certo é aquele que anda em zig zag.      

Só é livre quem percorre o caminho de muitas curvas.       

sábado, 4 de outubro de 2014

Refletindo o "eterno retorno"


Deve-se pensar em Nietzsche como um ser ultramoderno. Quando você diz que traz pensamentos desagradáveis é porque você está diante de uma coisa fantástica chamada criação, Nietzsche pariu o eterno retorno e não existe aquele que olhe o eterno retorno e não sinta um calafrio na espinha dorsal. Todos vivemos e queremos viver mais, sempre mais, como estamos vivendo e se estamos satisfeitos com aquilo de produzimos. A questão é olhar para o universo e enxergar a nós mesmo, pois somos cria dele, temos um universo interior igualmente complexo.

O "eterno retorno" é belamente sufocante.
 

domingo, 21 de setembro de 2014

Carta a um velho amigo universitário (parte I)

                                                                   


                                                                                Janeiro, 03/01/2014

Caro amigo,
estou sentido um verdadeiro mal estar aqui nesta instituição de padrões similares ao de uma feira livre. É impressionante como todas as academias estão se tornando final de feiras livres, você não acha? Cada uma com seu produto à venda, para eles donos das academias e para a maioria da classe média o produto é o saber, para mim e é evidente que para todos aqueles que enxergam além da multidão é apenas o diploma o produto que impulsiona as vendas. No final das feiras livres as gritarias aumentam porque á uma necessidade de esgotar o produto mesmo sem condição de venda pelo tempo de exposição e pelo péssimo manuseio do produto enquanto exposto, mas isso não interessa o que realmente interessa é a banca vazia.

Acho que você não entendeu deixa eu me esclarecer. O que está acontecendo é a simples manipulação do saber como produto oferecido por diversas instituições com muita gritaria de mercado e pouca qualidade, não existe um teste de qualidade eficiente, não existe uma marca de saber privilegiada e que se sobressai sobre todas as outras, não é saber o que se encontra dentro das universidades, pode até ser saber, mas um saber paralitico e anêmico, um saber sedentário aos padrões acadêmicos mercadológicos, um saber de fim de feira estragado, amassado, pisoteado.

Pergunto a você que me acompanha nessa longa caminhada universitária: o que aprendeu durante esses dois anos de vida acadêmica? É suficiente para sair lá fora e exercer o teu ofício com a impecabilidade dos antigos? Não lhe falta nada? Que diferença faz está aqui ou não está aqui? Você pode chegar pra mim e dizer “eu aprendi muita coisa aqui sim” e aceitarei sem sombras de dúvidas, mas o que você aprendeu aqui dentro ou o que você acha que aprendeu aqui dentro lá fora você seria um sábio, pois o que vale é autodeterminação que cada um possui dentro de si próprio, porque acha que inventaram o diploma? Por que é através do diploma que as instituições de ensino te mantêm, me mantém e mantém a todos presos. São as academias que julgam se você está apto ou não para o saber geral ou para exercer um ofício lá fora. Agora eu te pergunto novamente: com que autoridade uma instituição que vende um produto de final de feira julga uma pessoa apta para o saber? Diga-me se é realmente confiável o que você aprendeu aqui dentro se é que realmente aprendeu alguma coisa senão por sua sede de busca?

Não se engane o que você aprendeu foi mérito da tua vontade de aprender e são poucos dentro dessas academias que possuem essa vontade de determinação, a grande maioria se curva diante do poder das instituições que se dizem formadoras de caráter. A maioria aceita o produto do fim de feira estragado, amassado, pisoteado, completamente podre. Ai você pode me perguntar: e onde encontrar o produto saudável, consistente, vivo ainda? Esse produto só se encontra no início da feira na madrugada de um dia para o outro e nessa hora todos estão a dormir profundamente. Por isso os antigos moldaram todo o conhecimento que temos hoje, eles acordavam com o canto do galo, antes mesmo de o sol nascer porque é nessa hora que o saber alarga-se e apossa-se do ser. 

O saber barganhado como está não é saber é mecanismo de controle, é saber de final de tarde preguiçoso, saber de fim feira barato, sem qualidade e manuseio, veja, as instituições tem o saber nas mãos e não sabem ou não querem manusear de maneira correta porque o poder financeiro domina as instituições. Pó isso que te digo: sabemos o que eles querem que saibamos a grade curricular mal formulada dos nossos cursos é prova disso, só temos nossa consciência e nossa autodeterminação para caminhar com nossas próprias pernas sem ingerir o saber manipulado e vendido em fim de feira. Digo tudo isso a você porque a tua autodeterminação vai muito além, o não se deixar influenciar por toda essa sacanagem que toma conta das universidades públicas e privadas, o não se prender a mecanismos de controle que o estado em conluio com as próprias universidades armam para nos negligenciar. Está a seguir no caminho correto meu amigo, mas lá fora ainda temos que enfrentar outro grande dilema que é a prática daqueles aptos por essas universidades a exercerem o seu ofício. Quero dizer que estaremos juntos e gritaremos pela força da autodeterminação que é preponderante nos seres de liberdade viva e colossal.
Abraços,

                                                                            Poeta das montanhas

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O sucumbir



Olhar o distante e se perceber no tempo dissipando. Há um vazio estremecedor no amanhã e as partes não se encontram mais no mesmo lugar tantas vezes cultuado. O ser que sucumbe as dez horas da manhã esperando a morte chegar a bordo da luz do sol, fixa o horizonte sem perspectiva e sem desejo de ser mais nada além do que se é, ou do que se foi no ontem tão cheio da fugaz jovialidade.

O mundo sem trégua, a vida esvaindo-se pelas vias apertadas de um tempo sem expressão, toda verdadeira dor aprisionada entre o desejo se desfazendo e um futuro para o esquecimento. No horizonte o sol nasce cada dia mais vivo e rejuvenescido, mais intenso e presente, o sonho de ser infinito como o sol passa longe de qualquer desejo. No limiar do sucumbir o distante está tão próximo e o próximo é tão doloroso a ponto de estremecer as ideias.

Ontem envelhecemos no futuro e as lembranças para alguns não alcançaram ainda um grau máximo de satisfação, onde nem a frigidez consegue frear um ser impulsionado pela razão, toda satisfação de uma vida plena se isso é verídico pende mais para o lado das emoções, a razão é o equilíbrio, mas o equilíbrio fica terminantemente fora de pauta em um mundo desequilibrado, em mundo assombrado pelo demônio da não existência continua. O sucumbir é um dos nossos demônios particular.        
     

sábado, 6 de setembro de 2014

Os prantos de uma vida à toa



Não, homens não choram!
Mas quantas vezes já chorei na imensidão escura do meu ser
Nas horas livres de investigação da alma;
Na fatia triste de algumas canções de Pink Floyd;
Como não chorar com “wish you were here”
Nas próprias cenas acidas do filme “O império do sol” onde o valente
Garotinho com seu kadilac prata caçando a porteira de sua gaiola.
E como o valente garotinho do filme aprendo uma nova palavra todo dia
Ponho-as em práticas e sufoco a mim mesmo
aprendo a sonhar desaprendendo a viver;
Sou ilustrador do tempo incomum, incabível em mim mesmo corro todos os dias para o ponto de partida o tiro não soa, então retorno ao santuário dos sonhadores. Um dia era manhã ensolarada um passarinho apossou-se de mim, Mas não era nada, avisou-me que para possuir asas era preciso saber equilibrar-se nas alturas do mundo. Um dia eu chorei, era noite de lua um cisco estelar entrou em meus olhos Eu todo alumbrado naveguei em prantos. O imaginário transgredindo alavancando as horas, trabalhando sem cessar. O mundo a dois passos da destruição e um homem não pode chorar.
Um pedaço de mim ainda é pranto o outro é solidão dos espaços que ainda não construir.

sábado, 30 de agosto de 2014

Meus demônios


Foi quando acordei e de repente estava a saltar obstáculos recém construídos. A vida fragmentada em partes flutuando no liquido escurecido e sombriamente deslocado no tempo-espaço. Sou eu enlouquecendo.  

O tempo em mim soluçando os contratempos e uma angustia favorecendo a embriaguez. O mundo ainda gira, meu mundo girando e as coisas seguem ficando fora do lugar e os meus pensamentos seguem minando de algum lugar além de uma realidade sistemática e sintomática ao mesmo tempo.

Aquela velha dor retornando, agora mais intensa, como se eu estivesse andando em círculos parando sempre no mesmo lugar. uma repetição sem fim e um pedaço de terra me prende, indiferente aos olhos dos outros, colecionando dores e dúvidas ainda assim me tenho e julgo-me capaz de chacoalhar um pouco mais meus demônios, espreme-los e vê-los sangrar.      


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sossego do espírito


A alguma necessidade de andar por ai procurando justificativas para amenizar erros cometidos? A sociedade não vai parar de apresentar culpados, de demonizar inocentes, de construir barreiras cada vez mais altas para o pensamento coletivo e individual. O sossego não nascerá de uma hora para outra, o sossego virá quando todos entenderem que o sistema estatal é o grande opressor da maioria e o principal obstáculo para a claridade das ideias e o sossego do espírito.

Vandalizam nosso direito ao saber e instituem como princípio a idiotia tecnológica, e o abobalhamento pelos meios de comunicação em massa. Me parece tarde de mais, na verdade me parece ociosa qualquer transformação que vise o aparecimento de novos conceitos, de novas fórmulas para felicidade ou seja lá o que torne a vida menos enfadonha. Talvez Roger Waters cante mais uma vez “The Tide Is Turning”, mas a maré nunca vira, estão virando as costas para nós, para todos nós, onde repousaremos nossas cabeças cheias de dúvidas e medos, onde repousar tantas cabeças confusas?

A maré não está virando Waters, a maré não está virando: o que você tem a dizer sobre isso? O segredo tão bem guardado soluça entre cada ideal, o segredo manipulável da industria do consumo, o segredo proibido da guerra ao terror, o mendigo sem sapato ainda dorme ao relento, a menina que cantava no coral da igreja cresceu e hoje odeia Jesus Cristo. A maré não está virando Waters e estamos todos caminhando lentamente para o silenciar maior.       


sábado, 9 de agosto de 2014

A magia da banda PINK FLOYD


Os caras são de um outro planeta, onde brotam seres geniais, verdadeiros filósofos musicais.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ritos do meu ser


Ser eu mesmo significou até hoje poucos amigos, poucas oportunidades e minúsculas ou quase nada de relações afetivas. Meu ser foi até hoje alojamento de velhas e empoeiradas solidões, nunca precisei de acumular coisas quanto mais sentimentos passados e repisados. Voltar a minha aldeia é um drama e muito mais um sofrimento incurável, pois lá estão todas as lembranças que construíram-me, modelaram meus pensamentos e ressentimentos quanto a tudo aquilo pelo qual sinto um nojo profundo que vai desde rituais de vaidade e desuso da originalidade das palavras ao embelezamento através de apetrechos e ao empobrecimento das ideias em prol de reconhecimento pessoal e profissional.

A porta fechada seja comigo dentro ou fora foi a maior barreira, jamais esteve aberta totalmente, quando esteve foi entreaberta e para poder entrar ou sair foi necessário imprimir uma força incontrolável, a resistência dos próprios instintos contra a tudo que se encontra fora ou dentro de mim. Resisti sempre que pude aos impulsos incontroláveis de uma sociedade que se presta sempre ao ridículo, com uma credulidade besta e afirmação de positividade que não passa de falta de decência em admitir a realidade diante dos nossos olhos.

Ser eu mesmo significou andar sobre os tuneis escuros das indefinições momentâneas. No futuro quando encontrar uma porta fechada ou entreaberta talvez consiga abri-la mantendo-me sempre em uma posição de pouca exposição ou alta exposição nesse caso correndo o risco de se abobalhar com as peripécias e acrobacias ridículas dos crédulos e seres de fé dessa sociedade ritualística. Ser eu mesmo será sempre um eco nos meus pensamentos e nos pensamentos de quem se aproxima, o meu silêncio, as minhas meias palavras, os meus pés no chão, a minha insistência com a vida, a minha própria forma de conduzir a vida. Sou um eco no deserto em forma de vida.


Pós-mundo


Os gregos em busca de tranquilizar a alma pelas atrocidades que cometiam desenharam o olimpo tão perfeitamente que outras nações fizeram questão de redesenhar, mas uma coisa é certa, seja, paraíso, nirvana, haren, céu todas carregam o mesmo ideal grego: Fugir da culpa pelos atos indignos cometidos no decorrer da história. 


quinta-feira, 24 de julho de 2014

O livro "mais amado" de Nietzsche


Sinceramente, “assim falou Zaratustra” foi a pior criação de Nietzsche. Com essa obra seu desejo em ser criador ou o próprio carpinteiro evidencia-se de uma forma assustadora. Nessa obra Nietzsche desvia-se do seu maior propósito: derrubar a moral que sustenta uma ilusão. Não existe diferença nenhuma entre ler a “bíblia” e ler “assim falou Zaratustra”.

terça-feira, 22 de julho de 2014

“Somos todos seres modificáveis”


Não existe tempo imediato para encontramos algo maravilhoso, como essa frase de um autor que por infelicidade não lembro o nome. Ela gruda nos pensamentos, em qualquer lugar você acaba repetindo. Tenho pra mim que só os pensamentos geniais grudam como cola. Mas daqui a alguns meses, semanas ou dias talvez essa frase já não faça mais parte do meu ciclo pensante. Estarei vagando por outra vertente ainda mais grudenta e vibrante. Porque a roda gigante está em nossas cabeças, de cada girar prescinde um momento distinto, um movimento novo, um girar reverso, a cada momento um novo instante se revela. 

sábado, 19 de julho de 2014

Carta a um velho amigo universitário (Parte II)

                                                             
               
                                                                                       Junho, 16/06/2014

Saudações,
Primeiramente como anda as coisas por essa terra distante meu amigo? Tenho certeza que o inverno rigoroso amansador do espírito mais feroz já chegou por ai, não sabe como invejo-te. Há sempre um grande espaço separando grandes almas, escrevo-te por desejar que esse espaço seja diminuído, preciso contar algumas novidades que iluminaram minha vida nesses seis meses desde que nos falamos. A primeira e grande novidade é a viagem que farei por todo Brasil em dezembro próximo, estou em meio a ansiedade você bem sabe que já não aguento mais respirar o ar pesado dessa sociedade dependente e intoxicada. O sentimento das coisas perdendo o valor rapidamente tornou-se ainda maior desde os tempos em que distribuíamos pães dormidos para os habitantes do céu estrelado, sinto muita falta daqueles duros tempos onde toda dificuldade era sinal de vontade de conquista, nascíamos todos os dias com uma força jamais vista.

Em dezembro próximo pego a estrada definitivamente, tem um parte de mim querendo conquistar uma fatia dessa colossal liberdade que se encontra por ai nas coisas novas, depois das grandes curvas, no infinito não muito distante. Vou de bicicleta meu amigo, sei que parece loucura, mas loucura mesmo é pensar que só podemos fazer aquilo que os outros não taxarão de insano. Jamais deixar de fazer alguma coisa porque os outros dizem que é loucura. Penso muito nas limitações impostas pelo seres humanos, por exemplo: um vasto mundo para desvendar e barreiras como dinheiro, passaporte e meios de transporte tornam impossível o deslocamento, é uma questão de opressão da liberdade e do direito de ir e vir. O pior momento da humanidade foi quando o primeiro homem cercou um pedaço de terra e proibiu alguém de ultrapassar os limites desse cercado criando assim a propriedade privada. O que estou querendo dizer é que o mundo é grande de mais para ficarmos preso em só lugar a espera da morte.

Tenho certeza que você me compreenderá, por que você também é um critico feroz dessa sociedade brutal e mal acostumada, você também tem pela sombra da vida uma aversão e uma indigestão pelo tédio. A minha intenção é percorrer o Brasil de um lado a outro isso se quando chegar no sul não permanecer um grande período de tempo, pois o primeiro dos meus planos é chegar ao sul. Só espero terminar a faculdade em dezembro para assim poder partir, você não sabe o quanto essa faculdade está sendo um peso pra mim, a impulsão é somente o sentimento de fracasso que povoara meu coração se não consegui terminar o curso. Esse será com toda certeza o ultimo objetivo que traço como projeto a longo prazo, foram longos três anos de puro tédio e perda de tempo, pois a conclusão que tiro de uma academia universitária é simplesmente a incompetência para transmissão de saber, transmissão de valores, transmissão de verdade. Em quaisquer academia universitária o predomínio da ignorância e falta de senso ético ultrapassa os limites e irrompe barreiras aqui no Brasil.

Como ver continuo critico ferrenho e um humanista sem precedentes, espero que até junho do próximo ano esteja por ai de bicicleta, esta é a previsão que faço. Temos muito para conversar sobre o que tem acontecido no meio educacional e no sistema falho da nossa política educacional, falar sobre o livro que estou iniciando e da sua luta para conquistar o teu espaço dentro desta sociedade de conformados. Vou começar a ler Thoreau "walden" é um livro fantástico fala sobre uma parte da vida dele em que decide viver isolado na natureza, para fugir de uma sociedade já doente pelo progresso e as mazelas que hoje toma extensão no mundo inteiro. Bom, espero que esteja tudo bem com você, uma carta tua me faria bem, pense nisso não custa nada escrever com as tuas belas palavras de escritor iluminado e encher meu espírito de alegria por alguns instantes.

Grande abraço,
                             do teu velho amigo poeta das montanhas.

Supra-essencial


O que mais procuro hoje é a fragilidade dos seres de pura essência, a simplicidade sem necessidade de recompensa, o zelo dos que amam. Só os canalhas dormem e fazem de travesseiro a insensatez do silenciar em tempos belicosos. A bandeira do não pensamento foi alçada e permanece a balouçar sob fortes ventos presunçosos que chegam de toda parte. Os que mais procuro não existe mais, a necessidade de algo supra-essencial é um grito sem ouvintes, é na verdade um grito na própria gritaria.

É somente na procura de algo supra-essencial que apagamos as nódoas do passados, dos nossos antepassados. O terreno não é mais o mesmo fértil terreno em que os primeiros homens delimitaram seus lotes, que definiram suas leis supremas e imutáveis. O mesmo terreno é agora um deposito onde se guardam objetos imprestáveis, onde amontoam-se o desnecessário consolidado pelo poder. Este será o século dos sádicos e dos bárbaros trajados de terno e gravata.

O que mais procuro é o intocável, nasce o sol todos os dias e seus raios desbotados revelam um mundo esgotado de suas naturais maravilhas. O que mais quero é ver a estrutura formal e complexa das flores desérticas, a sobrevivência dos seres iluminados, a desnecessidade do perigo nos pousos dos pássaros, o semblante sem sede de sangue, de guerra, sem sede de autoridade. O que mais quero está além do supra-essencial, uma simplicidade verdadeira clama pelo supra-essencial.                                                      

Os conformistas


A pior especie é a dos conformistas, esses estacionam em suas próprias demagogias e deleitam-se em pensamentos vazios, se confundem e beijam o profano pensando está acima do bem e do mal. Para os conformistas a vida não vale nada e para mim os conformistas não são melhores que a vida.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

As perolas de Jesus

E então Jesus ressuscitou Lazaro?

Imagino Luter King, Mandela, Gandhi, Paulo Freire, imagino tantos seres extraordinários que se foram com tanta vontade de melhorar a humanidade.


Foda-se Lazaro!

sábado, 31 de maio de 2014

Pensamentos que andam


O ser pensante, o ser que pensa constantemente sabe que os pensamentos caminham até a infinidade, mas que chegam em um determinado momento que o pensador encontra-se num beco sem saída, percorreu todos os atalhos possíveis e chegou em um ponto crítico, chegou num ponto onde o ir adiante é impossibilitado pela falta de novos caminhos, de novas brechas, acabou de perder a crença no amanhã. Voltar é impossível porque ele já não acredita mais por onde passou, perdeu a confiança nos atalhos por onde fez caminhos. O que fazer? É a pergunta que o atormentara para resto da vida. Muitos estacionam exatamente no ponto crítico nem vai adiante nem volta, é o mesmo caminho ninguém volta a acreditar no terreno improdutivo por onde já teve a infelicidade de plantar e nada colher. Outros procuram de qualquer forma acreditar em alguma coisa como um caminho alternativo, mesmo um grão de areia é alvo fácil para se tornar digno de uma fé ferrenha e sem limites. Existem ainda aqueles que decidem renunciar a vida com uma morte voluntaria. Chegar ao ponto crítico para um pensador é o maior dos desafios e pode-se dizer: a vida caminhará por um fio.

sábado, 26 de abril de 2014

Experiência pessoal

Descobrir hoje mais uma filosofia: a educação entre professor e aluno jamais deve ser barganhada.

domingo, 23 de março de 2014

Os jesuítas e a “boa nova”



A primeira coisa que os jesuítas fizeram ao desembarcar em terras brasileiras e avistarem os selvagem e inocentes indígenas foi pisar no deus dos selvagens e instituir o deus judaico-cristão. É a partir desse momento que começa a escravidão. A catequese foi o ponto principal para servidão que perduraria até a princesa Isabel e a lei áurea. Hoje as crianças são direcionadas para a igreja católica em busca do catecismo, eis um legado deixado pelos jesuítas: a servidão catequista. Que tipo de pais permitem que seus filhos sejam manipulados dessa forma por uma doutrina que causou tanta dor, que escravizou e escraviza. As crianças não sabem mais usurpam sua liberdade antes mesmo de alcançar a razão para a escolha que condiz com seus pensamentos mais verdadeiros. Os índios eram crianças aos olhos dos catequistas e criança é muito mais fácil de enganar, pois esses não possuem armas verbais para contra-atacar os farsantes. Muitas criancinhas por ai não sabem que a “primeira comunhão” é um ato de covardia contra a liberdade, contra a razão. Se o jesuíta algum dia foi santo com certeza existiram ou existem demônios.

***

Catecismo do latim tadio catechismus, por sua vez originado do termo grego κατηχισμός, derivado do verbo κατηχέω que significa "instruir a viva voz" (Wikipédia)

Catequese do latim tadio catechesis, por sua vez do grego κατήχησις, derivado do verbo κατηχέω que significa "instruir a viva voz" (Wikipédia)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Tudo menos...

Ir a igreja e fazer a barba são duas coisas que se me pedirem eu não faço. A igreja por que lá é o inicio do caminhar para traz, e a barba porque a natureza modela primordialmente, gosto das modelagens simples e naturais.

Para todo o resto damos um jeito.

domingo, 9 de março de 2014

O sentido das coisas


Tudo é uma farsa nojenta, mas uma hora a mascara cai e sedento ficara o chão onde pisas. O céu é o maior espaço que temos e mesmo assim ainda o manipulamos para aumentar as vantagens dos nossos pulos sobre a maioria. Não é ser livre é ser indecente. Toda essa camuflagem por de traz da real loucura do mundo aqui e agora, o mundo futuro que anda para traz, cada dia mais me convenço que o futuro é para traz e toda essa loucura não me convence mais.

As pessoas enlouqueceram geral, movidas pelo poder de compra que se agiganta sobre o mundo, esquecem de olhar para adiante com mais naturalidade e simplicidade, esquecem de conduzir os menores da maneira correta, de maneira a alcançar os reais caminhos para desenvolvimento intelectual natural do ser. Se não é para ser você que não seja fielmente aos seus parâmetros morais. Nada deve burlar aquilo que temos dentro da gente, nada deve nós corromper.

A vida, o mundo total parece um jogo, na verdade um programa de computador no qual somos bonecos manipuláveis . cada vez mais “matrix” faz mais sentido, parece que todos estão em transe profundo, os donos do jogo por saber os atalhos jogam confortavelmente, estão em qualquer lugar e dominam aqueles que se sobressaem. Os donos do jogos caminham livremente por ai, enquanto a maioria vive como se nada ocorresse diante dos seus olhos. “O mundo como representação” , o ser humano como fantoche bonachão de uma animação cômica chefiada pelo sistema.

Tudo não passa de uma farsa nojenta e dolorosa, tudo não passa de uma gargalhada profunda. Você vai e volta nessa vida cruel e não entende o sentido das coisas, se elas não quisessem ser entendidas não estariam ali, mas elas estão ali, por que estão ali? 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Toda tristeza



Estou triste porque este será meu último século
Estou triste pelos objetivos mal conquistados
Estou triste porque a história não condiz aos fatos
Estou triste porque o verbo amar se tornou insustentável
Estou triste porque nunca chorei quando foi necessário,
Nunca se quer despejei uma lágrima sem importância.
Estou triste pelo fim de uma geração e revoada de outra
Indiscreta, mal sabedora das vertentes giratórias em nós
Estou triste por ter certeza que meu pai foi e continua sendo
Um herói e nunca juntei coragem suficiente para lhe dar um abraço.
Estou triste pelas nascentes que morrem, pelas arvores que caem
Estou triste pela formiga que trabalha sem cessar
Estou triste pela joaninha que caiu depois de quebrar as asas e atrasou seu voo.
Triste pelas vidas que não se firmaram
Triste pela cor cinza do seu desespero
Triste pelo mendigo que tem nas mãos a liberdade e não sabe usar
Triste pelo pedaço de pão jogado no asfalto
Triste por aqueles que só sabem atirar pedras e por aqueles que
Não sabem o valor de uma vida, seja ela qual for.
Estou triste porque ninguém nunca me encontrou
Estou triste por ser triste
Estou triste porque poeta que sou envaideço-me com nada
Estou triste pelo findar de cada momento transformado em passado
A tristeza me corresponde fielmente
Um semipoeta da solidão mochileira
Um poeta que ouve as montanhas
E sente o peso de cada rejeição.
Estou triste porque nunca soube ser diferente.
Estou triste porque ser triste é ser diferente.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Do que me compõe


“Volta pra casa, me traz na bagagem tua viagem sou eu” essa  uma das belas músicas do Humberto Gessinger Engenheiros do Hawaii, chama-se “simples de coração” o final dessa música me causa arrepio, como se meu espírito saísse de uma gaiola de repente depois de um século de solidão.  É a junção da gaita e do piano que me arrancam lágrimas profundas e verdadeiras, lágrimas do meu eu mais profundo desde Bob Dylan.

A beleza se manifestando por toda parte, belezas simples, pequenas belezas de uma dimensão imensurável. Sou fiel as minhas paixões resumidas em belezas do tamanho de um grão de areia. Sou caçador de belezas miúdas, tenho propensão para esses tipos de miudezas fantásticas. A vida pra mim não é mais nem menos que isso, é exatamente proporcional. O mundo é plural em belezas miúdas e eu sou feito das miudezas da vida. Eu sou “simples de coração”