sábado, 5 de outubro de 2013

O martelar do amanhã



Questiono-me sempre se o viver vale a pena ainda diante de tanta insensibilidade, molduras de caráter e sujeira moral. A resposta vem logo em seguida, pela simples razão de o amanhã ainda está por vir já vale a pena respirar, pelo acompanhar da engrenagem que fabrica o amanhã e que reedita o ontem. Ainda precisamos nos indignar muito, ainda precisamos caminhar muito para uma filosofia além da auto-destruição, precisamos cantar e dançar mais algumas valsas para boa convivência com tantos arruaceiros ambientais. Deixa-se ir construindo seu próprio caminhar indiferente, seu próprio mastigar no ritmo da tua escolha, teu sorrir, teu sonhar, teu viver.

Por só acontecer uma vez viver nunca deixara de valer a pena. Pode ser que perda o sentido hora ou outra, mais nunca ao ponto de perde-la definitivamente. Quatro anos alimentado por um niilismo profundo pensei varias vezes que a vida não tinha se quer fundamento quanto mais sentido. Ainda continuo achado mais agora sustentado por uma visão totalmente diferente, agora eu posso me sustentar em cima da natureza, já é alguma coisa para se crer. A tristeza é um corredor sombrio, se uma vida sustenta-se de tristeza nada mais lógico que enxergar a vida como uma verdadeira decepção.

O que você pode fazer por si mesmo? O que você pode fazer por todos? O que você pode fazer pela natureza? Se resolvo o primeiro questionamento consigo estabelecer uma finidade com as demais, mas se burlo a primeira burlo a segunda e a terceira. Antes de tudo o respeito a si mesmo, aos seus pensamentos, as suas ideias, os seus diálogos, os seus erros, as suas verdades tudo isso levara você aos dois últimos questionamentos. Você é aquilo que faz, que pensa e se a vida não vale a pena repense em tudo e ouça o martelo de fabricar amanhas, realmente muitas das vezes ela não vale nada, mas ao ouvir o martelar do amanhã você volta atrás, sempre volta atrás.

Se alguma coisa é verdadeira e incita-nos essa coisa é sem dúvida o amanhã para desvendar, para possibilitar o novo, para desafiar os novos tempos. Mas se existe ainda tempo para mudar mude seu relacionamento com a natureza, sua vida destrambelhada em pensamentos, esqueça o nada, deixe-o fluir porque tudo que flui não incomoda, deixe o tempo cuidar do nada. A melhor música a ouvir é sempre o bater do martelo continuamente moldando o amanhã. Vamos apenas ouvir e dançar...

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