sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nosso próprio futuro


Estamos à deriva em uma nave descontrolada do desenvolvimento humano. Estamos evoluindo para o não ser, para o não pensar, para não estimulo. Estamos simplesmente retroagindo caminhando lentamente para autodestruição. A inércia como fundamento para um futuro concretizado no movimento nulo. O estabelecimento de uma vida plena passa por nossas humildes mãos, a responsabilidade de no além-presente conquistamos a decência que sempre foi lacuna no pensar do homem socializado, do homo economicus e da plateia ludibriada pelo prazer da boa vida sustentada por uma hipocrisia consumista imprestável.

A autodestruição é consequência da poluição pensante que se apodera dos mais fracos e povoa grande parte da consciência ingenuizada pela desinformação e infestação do vírus “negativismo”. O que nos falta? Nunca foi tão urgente à conquista de um novo recomeço. Mas será que com o homem é possível o recomeço? Nunca é tarde.

Talvez nossa maior burrice foi oferecer sempre uma nova chance. Tudo aquilo que até hoje não provou ser digno deve ser abandonado, todo aquele que não provou primeiro do veneno antes mesmo da vitoria deve ser mordido, todo aquele que necessitou de escadas para alcançar as alturas sem dúvida não conhece a altitude quanto menos o perigo. Antes de tudo é preciso alcançar as alturas, escalando pedra a pedra, olhando de quando em vez para baixo atiçando o calafrio no peito. Só assim teremos nosso próprio futuro, só assim. 

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