quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A priori

Tem muito mais que conflito de interesses nisso tudo, por toda parte a história é a mesma homens e mulheres vendem-se para alimentar o desejo de pouca satisfação e silêncio inocente. Um terço de todo mundo se encontra no lixo da mesmice pensante, somos cegos perante a realidade, somos tolos perante o outro, somos indiscutivelmente caretas perante a nós mesmos.

A idolatria aos ritos e signos continuam, estamos a um passo do futuro previsto por aqueles que compreendiam bem os mecanismos do mundo e previram um mundo totalmente idiotizado no futuro. Somos escravos do que criamos desmedidamente com único objetivo: controle total das suas ações. O satélite no céu e os homens na terra. A tirania não acabou ela se tornou mais forte, ela cresceu e se expandiu para todos os lados, está em qualquer lugar, está na alma de cada um, porque todos carregamos o peso de está pisando num terreno judaico-cristão-falso-moralista que tenta impor suas vertentes suja, se estamos na lama é porque lá atrás criaram a ideia de que a carne de porco é imunda, a terrível ideia de opressão e controle total, vejam a piramide em que estamos pregados: na base os insignificante, no centro toda classe elitista e o estado, no topo os lideres das potencias mundiais, os hiper-bilionários e acima o divino. Essa estrutura engenhosamente criada para sustentar a tirania dos mais forte sobre os mais fracos, pois só aqueles que estão no topo podem infligir certos imperativos.

O que fazer diante de tudo isso? Se estamos todos sujos, faz algum sentido querer fingir-se de limpo? Estou aqui a falar de moral, de consciência, de desfutilidade. Receber a propina para executar a tarefa, bular a norma para satisfazer a maioria, cantar a fábula da desgraça para honrar o nome, o gênero, a raça. O que devemos ou o que não devemos está atrelado a cultura que se formou no chão onde pisamos, se somos é porque queremos ser, nada disso, se somos é porque nos impuseram de forma gradual, violentamente gradual, nós deixar ser tem mais banalidade do que primazia na arte de viver. O perigo é afundar-se no mar da contradição do ser em si, aceitar não significa sobrepor aquilo que se acredita, mas entortar o caminho que se principiou desde o início. Se no início fomos e seguimos sem marejar neste inferno no final também seremos, tudo que segue e continua seguindo terá fim como começo. O rio é um bom exemplo...!

sábado, 12 de outubro de 2013

Sobre tudo, sobre nada

"E tudo se faz desencanto...", porque as coisas vão perdendo o encanto momentaneamente.
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Sempre achei que a poesia triste chora em verdade e beleza.
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O álcool do poeta é tão somente a poesia.
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"hoje sou verbo intransitivo" e tudo fica perfeito quando o pensamento engravida tão preciosas palavras.
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Tudo cai em desgaste profundo quando se torna banal, o banal é imundo e mesquinho. O universitário se tornou um termo mesquinho. Por exemplo: quando quero dizer que alguma pessoa é cabeça oca, eu simplesmente o chamo de UNIVERSITÁRIO.
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A grande astúcia de pensar está muito além do que realmente é.
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As pessoas não se conformam em ver uma pessoa apreciando O ESTÁ SÓ, livre "sem lenço nem documento".
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A utopia nos entorpece.
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Talvez tenhamos que reinventar a vida.
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Por que só o silêncio equilibra e transfigura.
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Quem não tem fé se utiliza da razão, a verdade nasce da razão, do pensar. Fé te mumifica, a razão te leva para além de suas impossibilidades.
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Tenho pensado bastante sobre essa liberdade de ficar só, de não querer ver ninguém, de libertar meu direito de solidão.
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O grande estalo das ideias, felizes daqueles que conseguem captar os estalos geniais.
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O dinheiro é uma ilusão do espírito de luxúria do ser humano. O capitalismo camufla a nossa real felicidade e satisfação.
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Já houve momentos em que contava quantas palavras saiam de mim durante um dia inteiro de solitude. Tem lá suas vantagens mais carrega uma angustia enorme.
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Doer faz parte do sentir.
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A solidão é o melhor prato, é para ser comido com calma.
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Caminhar em direção aos nossos instintos é está atento a tudo que se molda social, humano e moral. Só as águas de uma correnteza virgem, é limpa o suficiente para que um homem de instinto seguro a beba.
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Um simples vento de mudança nos torna tão estranho a tal ponto de chegar até a certa indagação de certeza com relação a diversas decisões que precisam ser tomadas para continuar a caminhada. É bem verdade, você não é o que parece. Decifre-se.
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A essência de tudo sempre foi a vontade. E toda grande realização prescinde da vontade, então se quer algo na vida faça de sua vontade grande realizações.

Certo e errado

Poderíamos pelo menos criar nosso próprio sofrimento ao em vez de copiar os sofrimentos dos outros. Somos tão insignificantes assim que nem sofrer a própria maneira sabemos mais? Tornar-se o outro pela necessidade de aplausos e bajulações diversas. Ser alegre e amontoar-se ao bando de fingidores profissionais, fingir quase que diariamente estar tudo bem, pois ninguém aqui é Voltaire com seu falso dizer otimista e nada vai bem. O que nos diz o guru da boa convivência? Que devemos fazer o que achamos certo? Porque não calas? Fazer o que se acha certo nos levaria para o fim de nos mesmo. Temos que destruir o certo porque foi fundando sob uma moral de sanguessugas, temos que destruir os valores de certo e errado porque foram instituídos no sangue, na mentira e na opressão da mente, do corpo, do ser. O que é certo diante de tanta contradição? Venha e lhe direi como caminhar com os próprios pés ao lado da própria sombra. Venha vamos juntos cair num abismo onde o medo é prazeroso e o conceito de certo e errado é reinstituído.


“A idéia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade!”

                                                                                                         Carl Sagan

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nosso próprio futuro


Estamos à deriva em uma nave descontrolada do desenvolvimento humano. Estamos evoluindo para o não ser, para o não pensar, para não estimulo. Estamos simplesmente retroagindo caminhando lentamente para autodestruição. A inércia como fundamento para um futuro concretizado no movimento nulo. O estabelecimento de uma vida plena passa por nossas humildes mãos, a responsabilidade de no além-presente conquistamos a decência que sempre foi lacuna no pensar do homem socializado, do homo economicus e da plateia ludibriada pelo prazer da boa vida sustentada por uma hipocrisia consumista imprestável.

A autodestruição é consequência da poluição pensante que se apodera dos mais fracos e povoa grande parte da consciência ingenuizada pela desinformação e infestação do vírus “negativismo”. O que nos falta? Nunca foi tão urgente à conquista de um novo recomeço. Mas será que com o homem é possível o recomeço? Nunca é tarde.

Talvez nossa maior burrice foi oferecer sempre uma nova chance. Tudo aquilo que até hoje não provou ser digno deve ser abandonado, todo aquele que não provou primeiro do veneno antes mesmo da vitoria deve ser mordido, todo aquele que necessitou de escadas para alcançar as alturas sem dúvida não conhece a altitude quanto menos o perigo. Antes de tudo é preciso alcançar as alturas, escalando pedra a pedra, olhando de quando em vez para baixo atiçando o calafrio no peito. Só assim teremos nosso próprio futuro, só assim. 

Natureza fractal


Toda natureza demoníaca ou angelical prescinde de si mesmo.  As partes nos compõem, essas partes fractais que tomam proporções cada vez menores nesse marejar dos infernos. A constituição de nós mesmo depende do tempo, do estado de equilíbrio, das naturezas adversas e das naturezas que nos seguem mesmo inconformadas. O momento de ser dois, três, um milhão ao mesmo tempo nos condiciona ao um mundo totalmente surreal e complexo desprovido de prazer e ao mesmo tempo prazeroso de mais. Simplesmente pela necessidade de esquecer o ontem, sim! ocupar a mente para deixar de atormentar-se com ontem, o hoje e o amanha.

Partes menores de nos afunda nesse mar de problemas que é a vida, partes ainda menores de nos profana e abdica de um lugar aqui outro a cem milhas e partes ainda menores não se cansam de preencher constantemente um vazio que só se alarga, de continuar erguendo o que o tempo destrói, de continuar subindo uma escadaria sem fim. O que sei é que existe varias partes de nos perdida entre o ser e o não ser, entre o estar e não estar, entre o ir e o não ir, entre a dúvida e a certeza. Nossa natureza prescinde da diversidade de nos mesmos.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Na matemática a matéria prescinde do nada

Tá ai o que eu chamo de grande armengo matemático o do "todo número elevado a zero ser igual a um" quando se depara com o nada elevado a nada da resultado um. O nada deixa de ser nada e passa ter sentido e com isso põe abaixo o niilismo e a teoria do nada. 




Isso é fantástico. A grande magia das coisas inexplicáveis, porque na verdade não nos interessa saber a verdade basta que digam "isso é assim" e pronto acreditamos para sempre. O nada elevado a nada surgiu da famosa convenção do "todo número elevado a zero é igual a 1" se provando pela propriedade da divisão e contrariando o princípio indutivo universal inicial da existência de potência em seu processo de multiplicação sucessiva da base pelo expoente com o expoente pertencente ao conjunto dos números naturais, e se partimos para o conjunto dos números reais ai é que coisa fica totalmente sem controle, pois dentro dos limites laterais chega-se ao infinito. 

O grande fato é que existem coisas inexplicáveis e muitas vezes sem lógica dentro da matemática, responsável por sustentar tão grandiosa ciência por décadas sem sofrer rupturas. DENTRO DA MATEMÁTICA O NADA PASSA A TER SENTIDO, ISSO É FANTÁSTICO! DENTRO DA MATEMÁTICA A MATÉRIA PRESCINDE DO NADA.

sábado, 5 de outubro de 2013

O martelar do amanhã



Questiono-me sempre se o viver vale a pena ainda diante de tanta insensibilidade, molduras de caráter e sujeira moral. A resposta vem logo em seguida, pela simples razão de o amanhã ainda está por vir já vale a pena respirar, pelo acompanhar da engrenagem que fabrica o amanhã e que reedita o ontem. Ainda precisamos nos indignar muito, ainda precisamos caminhar muito para uma filosofia além da auto-destruição, precisamos cantar e dançar mais algumas valsas para boa convivência com tantos arruaceiros ambientais. Deixa-se ir construindo seu próprio caminhar indiferente, seu próprio mastigar no ritmo da tua escolha, teu sorrir, teu sonhar, teu viver.

Por só acontecer uma vez viver nunca deixara de valer a pena. Pode ser que perda o sentido hora ou outra, mais nunca ao ponto de perde-la definitivamente. Quatro anos alimentado por um niilismo profundo pensei varias vezes que a vida não tinha se quer fundamento quanto mais sentido. Ainda continuo achado mais agora sustentado por uma visão totalmente diferente, agora eu posso me sustentar em cima da natureza, já é alguma coisa para se crer. A tristeza é um corredor sombrio, se uma vida sustenta-se de tristeza nada mais lógico que enxergar a vida como uma verdadeira decepção.

O que você pode fazer por si mesmo? O que você pode fazer por todos? O que você pode fazer pela natureza? Se resolvo o primeiro questionamento consigo estabelecer uma finidade com as demais, mas se burlo a primeira burlo a segunda e a terceira. Antes de tudo o respeito a si mesmo, aos seus pensamentos, as suas ideias, os seus diálogos, os seus erros, as suas verdades tudo isso levara você aos dois últimos questionamentos. Você é aquilo que faz, que pensa e se a vida não vale a pena repense em tudo e ouça o martelo de fabricar amanhas, realmente muitas das vezes ela não vale nada, mas ao ouvir o martelar do amanhã você volta atrás, sempre volta atrás.

Se alguma coisa é verdadeira e incita-nos essa coisa é sem dúvida o amanhã para desvendar, para possibilitar o novo, para desafiar os novos tempos. Mas se existe ainda tempo para mudar mude seu relacionamento com a natureza, sua vida destrambelhada em pensamentos, esqueça o nada, deixe-o fluir porque tudo que flui não incomoda, deixe o tempo cuidar do nada. A melhor música a ouvir é sempre o bater do martelo continuamente moldando o amanhã. Vamos apenas ouvir e dançar...