domingo, 25 de agosto de 2013

Meio-dia da vida

É preciso aprender uma coisa: A vida tem que ser sempre mais que esse capitalismo insano e doente.
A liberdade de escolha;
A liberdade de manifestação;
A liberdade do não, do dizer não, esse não necessário que serve para destruir mitos e quebrar preconceitos em culturas avessas e atrasadas deve estar sempre em primeiro lugar na escala de necessidade do espírito. O não que amedronta e dita à dúvida e a decisão certa a tomar. É hora de mergulhar novamente nesse mundo afora que hora ou outra estar sempre a nos chamar para alçar as velas.
É hora de dizer adeus a sombra;
É hora de andar,
É hora de o andarilho seguir sem rumo com uma única certeza: o abandono total desse sedentarismo urbano, desse viver humilhante vendo tudo passar, vendo o tempo correr, a sombra a consumir, vendo os seres vegetarem em seus canteiros de mesmice, vendo os cemitérios ganhar terreno. É hora de alçar a bandeira da vontade e sair mundo afora sem receios ou dúvidas deixem as dúvidas para os homens de negócios eles comem o tempo para não perder o lucro. Eu necessito de ar puro, necessito chegar sempre ao meio-dia da vida aonde tantos espíritos grandiosos chegaram. Esse é sem dúvida o alimento verdadeiro do espírito liberto.


                                                                                 São Vicente, dezembro de 2011

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