quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Antes de tudo o espírito frouxo

Eu enquanto ser pensante não posso conceber em qualquer hipótese que vivemos somente para acumular, acumular e acumular coisas. E o espírito que vai em busca do que não é material e superficial onde fica nessa busca brutal por materialismo, por capital, por simples desejo de amontoar coisas sem importância, o espírito quer mais e mais sentir a necessidade do nada, a frouxidão, o descompasso da natureza, a natureza do tempo amontoado no ontem.

O espírito frouxo quer sentar no abismo dos seus medos e pensar nos outros, nos medos dos outros.
O espírito frouxo quer pular por entre as folhas secas de cada árvore ainda em pé. O espírito frouxo quer vaguear pelo mundo, por esse mundo sem dono que se espalha por todos os lados. O espírito frouxo quer sentar ao lado de quem precisa de um pouco de nada para viver feliz como se tudo tivesse. O espírito frouxo quer ir, ir, ir... sempre adiante, porque o andar para o além é nossa mais contagiante e verdadeira verdade.

domingo, 25 de agosto de 2013

Uma louca razão

Pensara alcançar as alturas cedo
Pensara tão certo na fluência e magnitude do querer
Do estender para longe a visão que não imaginara
O tamanho da queda, o tamanho da desgraça.
O susto imediato logo após a queda primeira.

Pensara em algo grandioso ao ponto de estourar os limites
Da simples razão que carregara em suas próprias ideias.
E foram as novas ideias plantadas que fizeram do ser um
Lamentável projeto de vida, um arquétipo humano
totalmente descompassado no levar a vida em sua jangada 
ao vento.

O velho medo o assustou, o derrubou, o imobilizou
Como uma pedra, ficou parado no tempo de suas próprias dúvidas
Nada foi como imaginado e a angústia toma posse do corpo e da mente.
A loucura é certa, a embriaguez é imediata, o padecer vem logo em seguida.Tudo foi abaixo quando a razão se emancipou e dominou as ações, Dominou o primeiro passo, subiu o primeiro degrau e conquistou espaço.Nesse instante o que resta é apenas dormir com os vermes para aprender cavar saídas quando enterrado.

Meio-dia da vida

É preciso aprender uma coisa: A vida tem que ser sempre mais que esse capitalismo insano e doente.
A liberdade de escolha;
A liberdade de manifestação;
A liberdade do não, do dizer não, esse não necessário que serve para destruir mitos e quebrar preconceitos em culturas avessas e atrasadas deve estar sempre em primeiro lugar na escala de necessidade do espírito. O não que amedronta e dita à dúvida e a decisão certa a tomar. É hora de mergulhar novamente nesse mundo afora que hora ou outra estar sempre a nos chamar para alçar as velas.
É hora de dizer adeus a sombra;
É hora de andar,
É hora de o andarilho seguir sem rumo com uma única certeza: o abandono total desse sedentarismo urbano, desse viver humilhante vendo tudo passar, vendo o tempo correr, a sombra a consumir, vendo os seres vegetarem em seus canteiros de mesmice, vendo os cemitérios ganhar terreno. É hora de alçar a bandeira da vontade e sair mundo afora sem receios ou dúvidas deixem as dúvidas para os homens de negócios eles comem o tempo para não perder o lucro. Eu necessito de ar puro, necessito chegar sempre ao meio-dia da vida aonde tantos espíritos grandiosos chegaram. Esse é sem dúvida o alimento verdadeiro do espírito liberto.


                                                                                 São Vicente, dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cultura do desrespeito



Assistir uma pessoa jogar lixo no chão é como sentar e assistir sua própria destruição. A educação de pai para filho ou de geração para geração não consegue mais ou nunca conseguiu estabelecer uma realidade diferente dessa que presenciamos todos os dias por ai. O ato de jogar lixo no chão deveria ser considerado crime hediondo. O futuro sustentável é o único bem maior que temos e construir montanhas de lixo sob ele é um crime inafiançável.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Livre pensar III

"sentindo o gosto de finitude e banalidade na boca" esse gosto nunca desaparece é permanente em nosso organismo, às vezes gostaria de apagar minha memória e recomeçar de novo, outras vezes quero apenas andar, andar sem parar, na verdade só parar num lugar distante e despovoado do mundo e lá por a conversar com o silêncio eternamente, é uma questão de colocar as coisas em seus devidos lugares.