quinta-feira, 9 de maio de 2013

Schopenhauer contra a barba






“A barba, por ser quase uma máscara, deveria ser proibida pela polícia”. A crítica de Schopenhauer a barba é uma afronta a sua própria existência. O ser humano não pode relegar algo que faz parte do seu corpo, que é da sua própria identidade selvagem.  A insistência da barba em nascer mais revigorante sempre que se tira é a prova viva de um trabalho inútil de vaidade criada por uma sociedade de consumo e de aparência. Schopenhauer deveria ser o último homem a criticar a barba pela simples razão de ser misógino. Só as mulheres nascem livres dessa mascara que define o macho da fêmea, que torna bruta a aparência do ser mais angelical, que arranha o segmento continuo de beleza virginal, pura e doce. Schopenhauer esqueceu de se olhar no espelho logo após fazer a barba ou talvez tenha sido o medo de ver o rosto feminizado por uma lâmina. Esse ódio que ele possuía pelas mulheres acabava aproximando-o mais ainda desses seres fenomenais responsáveis pela existência do homem acompanhado da sua barba.

Não posso relegar minha natureza por que as pessoas acham feio algo em mim, essa mania de socialização me dói no espinhaço de tantas regras bobas criadas para satisfazer uma moda, uma linha pré-definida para todos. Não é porque a maioria dos homens faz a barba que eu devo fazer a minha. Tenho pavor a essa ideia de iguais em bobagens criadas sem mera significância. É algo que faz parte do meu corpo é como a sobrancelha. Por que ninguém raspa a sobrancelha em Schopenhauer?

4 comentários:

  1. Como fã de Nietzsche, acho Schopenhauer um baita limitado, e não me surpreende essa ideia estúpida que ele faz sobre barba. Essa depressão toda é apenas o poder não realizado. Rompa as barreiras, faça o que tu queres pois é tudo da lei, já dizia Alister Crowley.
    Viva os barbudos, só quem tem culhões pode ter barba!

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  2. Schopenhauer escreveu um texto em que ensina a nos prevenir de falácias de todo o tipo. Você, autor do texto ora comentado, deveria ler este a que me refiro também. Talvez assim não iria aplicar falsos argumentos, tais como o que apresenta aqui: distorce o significado original buscado pelo filósofo no contexto original; traça analogia imprópria; faz pergunta retórica... Enfim, faz uma suposta crítica sem fundamento real algum.
    Quando ao acéfalo aí acima, que se diz "fã" de Nietzsche, demonstra ter um conhecimento do pensamento schopenhaueriano muito raso. Ensinar-lhe aqui realmente não é o lugar apropriado.

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    1. A paixão desmedida pode derrubar, digo isso pq estou diante de um mundo nos chão por conta de uma louca paixão. Posso apreciar de mais uma coisa, mas tenho sempre alguma critica a fazer. Leio Schopenhauer aprecio a sua forma de escrita e expressão faz parte sem dúvida da minha seleta estante de autores geniais, mas guardo as minhas criticas aos pensamentos infantis de Schopenhauer como a escrita acima. Vc é uma apaixonado, cuidado rapaz com essas paixões elas iludem e te leva para baixo ou para acefalia. Ah! esses apaixonados de hoje...

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