sexta-feira, 24 de maio de 2013

Idiotia





A muito se acredita que a idiotia se manifesta apenas em crianças, filhos de união consanguínea. A muito se pensou errado. Em alguns países como o Brasil os casos de idiotia ultrapassa os 80% da população dos 15 aos 75 anos que é a expectativa de vida dos brasileiros segundo o IBGE. A idiotia se forma gradativamente através de características “meméticas” herdadas dos genitores, mas com o passar dos anos a tendência aumenta assustadoramente pela exposição do indivíduo ao meio em desequilíbrio estrutural da cultura humana.

No Brasil a crise de idiotismo se espalha desde a política até algo que se toma como menos importante. A cultura brasileira nasceu da dominação, do servilismo, do comodismo por isso carrega uma identidade de povo tolo. A cultura brasileira é a cultura do “não estou nem ai”, do vá à frente que eu sigo atrás, da desinformação, do armengar um jeitinho para tudo, o impulsivo “jeitinho brasileiro” e esses na verdade são ambientes propícios para proliferação da idiotia. O brasileiro tem uma tendência muito forte para a idiotia amaurótica, cujo, os sintomas são: retardo mental, cegueira gradativa e paralisia.

A uma necessidade muito grande nas pessoas em apenas acreditar sem a mera importância em saber quais as consequências desencadearão desse processo. A imprensa o que hoje chamamos de mídia tem como principal função fazer você acreditar em algo que vai beneficiar uma minoria detentora do poder, a mídia é causa da idiotia viral que toma conta do brasileiro. Se olharmos a história, toda história veremos que estivemos sempre na porta dos fundos das grandes jornadas, nunca fomos coadjuvantes, carregamos com muito orgulho o direito da não manifestação, temos de qualquer forma a essência dos orientais, me refiro ao ficar horas e horas parado numa mesma situação sem se mexer, o não movimento como forma de manifestação.

Quinhentos anos se passaram e não evoluímos nada a não ser na marcha a favor da maconha e da união entre mesmo sexo. Será dessa forma o caminho mais curto para uma nação politizada, para um tipo de povo indiferente ao fanatismo e a facilidade do acreditar, será esse o caminho para uma sociedade menos miserável, arruaceira e desinteressada. A idiotia age em primeiro lugar retardando sua capacidade de percepção, resistência em querer enxergar o óbvio.  Segundo lugar acumulando a dependência do medo, ou seja, preciso sentir medo para fortalecer minha crença. Em terceiro e ultimo lugar paralisando através de ferramentas midiáticas expositivas, o famoso “pão e circo” dos romanos que nunca sai de moda só se aperfeiçoa. Ao em vez de “ordem e progresso” em nossa bandeira deveria haver: “inativar para idiotizar” porque esse é o lema seguido durante muitos anos nesse país.


domingo, 19 de maio de 2013

Nas grandes cidades






Uma latinha. Inúmeras latinhas. De nada serve uma latinha. Engano. O indivíduo consome o líquido de uma latinha e joga-a no lixo ou na rua, de nada serve para ele a latinha vazia. Pagou apenas pelo líquido, bebeu todo o líquido e nem imagina a importância da lata para um contingente de famílias sobrevivendo do trabalho de catá-las, de sair puxando um carro feito burro de carga pelas ruas da cidade, pelas grandes lixeiras da cidade todos os dias sem poder ver o suor cessar em seu rosto humilde e dilacerado, sem repulsão de tocar no lixo fétido, no lixo sujo, no lixo lixo.Vejo ai à grande luta pela sobrevivência onde a questão do sobreviver gira em torno das latas, das inúmeras latas espalhadas, espremidas, amassadas pelas ruas, formando a única solução de famílias sem perspectiva. Uma latinha. Inúmeras latinhas.

O que é uma latinha que se toma tão importante e responsável pelo largo sorriso de uma criança com o pão na mão ou no teto que ampara tantas cabeças? A dimensão disso é que uma latinha pode tapar um buraco no estômago de uma criança chorosa. Uma latinha e tantas famílias têm a possibilidade de se refugiar em uma vida digna indiferente do esforço e das condições expostas, indiferente do vinculo de uma atmosfera imunda de disputa de poderes. O que é uma latinha? É o alinhamento das perspectivas nos sonhos de alguns indivíduos que encontram nesse meio, sua sobrevivência. E como isso já é grandioso sendo valido o total esforço imprimido. Uma latinha. Varias latinhas, o indivíduo bebe seu conteúdo e se quer sabe que a sobra é bem mais importante.

sábado, 18 de maio de 2013

Primitiva

Toda questão se volta em torno da origem primeira. Hora, então como se voltar para o entorno da metalinguagem se não sabemos se quer a origem da palavra palavra?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Schopenhauer contra a barba






“A barba, por ser quase uma máscara, deveria ser proibida pela polícia”. A crítica de Schopenhauer a barba é uma afronta a sua própria existência. O ser humano não pode relegar algo que faz parte do seu corpo, que é da sua própria identidade selvagem.  A insistência da barba em nascer mais revigorante sempre que se tira é a prova viva de um trabalho inútil de vaidade criada por uma sociedade de consumo e de aparência. Schopenhauer deveria ser o último homem a criticar a barba pela simples razão de ser misógino. Só as mulheres nascem livres dessa mascara que define o macho da fêmea, que torna bruta a aparência do ser mais angelical, que arranha o segmento continuo de beleza virginal, pura e doce. Schopenhauer esqueceu de se olhar no espelho logo após fazer a barba ou talvez tenha sido o medo de ver o rosto feminizado por uma lâmina. Esse ódio que ele possuía pelas mulheres acabava aproximando-o mais ainda desses seres fenomenais responsáveis pela existência do homem acompanhado da sua barba.

Não posso relegar minha natureza por que as pessoas acham feio algo em mim, essa mania de socialização me dói no espinhaço de tantas regras bobas criadas para satisfazer uma moda, uma linha pré-definida para todos. Não é porque a maioria dos homens faz a barba que eu devo fazer a minha. Tenho pavor a essa ideia de iguais em bobagens criadas sem mera significância. É algo que faz parte do meu corpo é como a sobrancelha. Por que ninguém raspa a sobrancelha em Schopenhauer?

domingo, 5 de maio de 2013

A escola na filosofia de Viviane Mosé






Viviane Mosé talvez um dos últimos expoentes filosóficos no Brasil junto com Luiz Felipe Pondé, Oswaldo Giacóia e Contardo Calligari da geração dos anos 90 que adentraram no ano 2000 e ainda dignificam a filosofia como ela merece, com o conhecimento verdadeiro e autonomia no que falam.

A arte de derribar pedestais



Assim falou em certa ocasião um infeliz que crer:
“quando um homem pensa em matar nem deus
Consegue impedir”. Ah! esse adorar e negar a deus
Sob todas as coisas é tão cômico.