sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Assessores do saber

Muitas coisas pra mim não faz sentido algum e existem algumas coisas que são extremamente sem sentido e por serem extremamente sem sentido me aguça a curiosidade e me enche de um meio prazer misturado a nostalgia do mistério que permeia meu ser. A arte de lecionar, por exemplo, resolvi dedicar alguns anos da minha vida para licenciatura, não foi fácil porque não aceito me prender a objetivos, sempre preferi coisas sem objetivos, entendo a palavra objetivo como gaiola.  O importante é ser livre, não totalmente noventa e nove por cento de liberdade é presumivelmente o ideal. A licenciatura vem me mostrando através de minhas curtas práticas iniciadas recentemente que fiz tanto uma boa escolha, mesmo com a profissão professor sendo vandalizada todo tempo, fiz uma boa escolha e não foi de um todo perdido esses três anos indo a uma ridícula e doutrinaria academia universitária. Com o fracasso da escola hoje não mais ensinamos e sim acompanhamos as crianças e aprendemos muito mais com eles do que com as nossas próprias práticas adquiridas ao longo de alguns anos - pode não ser exatamente isso na prática em muitas escolas por ai, mas intuitivamente é isso que ocorre. É tão fantástico isso - o professor não é mais sabedor de tudo, não é mais o centro do saber em uma instituição agora o aluno (palavra também ultrapassada) sabe mais que ele, porque tem em suas mãos o cérebro digital. A lousa é mero enfeite de parede agora, sentar ao lado da criança e observar, acompanhá-la na construção do saber, acompanhá-la construindo-se sem meio termo, sem regras, sem padrões pré-definidos. Eis a nova prática do professor em sala de aula daqui alguns anos. só lembrando que professor também já é um termo ultrapassado agora se designa "assessor do saber".

sábado, 14 de dezembro de 2013

O inesquecimento



Se existe um pedaço de mim em cada traço de esquecimento, então eu sou muitos. A aqueles que não morrem renascem mais forte - Mandela foi um desses. A morte pode parecer o fim mais na verdade é o grande começo do inesquecimento, se realmente inesquecível foi as tuas andanças enquanto pulsante aqui neste pedaço sem fim do universo.

Minha alma tem sabor de solidão, sou inteiramente decomposto em momentos não duráveis, o caminhar é constante e não consegui ainda me decifrar, na verdade o código chave parece ser indecisão. A luta continua até o momento que o tempo consome tua respiração ofegante você se vai e o inesquecimento se torna agora esquecimento.

O sofá ainda está lá vazio, nunca foi habitado pra falar a verdade, a um vazio nesse sofá que corresponde ao meu vazio, sou vazio de berço, tenho vazio em todas as extremidades do meu ser, como o pote carregado até a fonte, ele pode até retornar cheio, completamente cheio, mas será de água salobra como as águas dos riachos do sertão.

Talvez não queira o inesquecimento, mas o silêncio completo e definitivo. Já quis um sofá habitado, agora o que vejo são fantasmas conversando entre si sobre possíveis possibilidade de viajar por tudo quanto é mundo. Tudo que existe é palpável e você habitante deste pedaço sem fim do universo precisa experimentar tudo o que puder alcançar com a palma das mãos. Fugir é necessário..., para um dia quem sabe retornar ao sofá desabitado.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

As meninas do centro da cidade

Depois das 11 horas o centro de Aracaju é das meninas, as meninas que trabalham com o corpo, trabalham duro, dão tudo de si. Quando eu passo no mercado pra lá das 11 horas olho pra elas e elas olham pra mim, me chamam pra tentar vender seu produto, abro um sorriso e me vou. São as mulheres mais compreensíveis do mundo elas não precisam do apego as coisas e as pessoas simplesmente dão o que você precisa talvez ouvidos, talvez conversa fiada em uma suja mesa de bar, talvez sexo. O que sei é que elas trabalham duro e dão tudo de si.

domingo, 3 de novembro de 2013

Carta a uma professora de matemática recém-formada

                                                                                    Aracaju, 21/10/2013

Cara professora,

Temos encontrado bastante dificuldade nos problemas que envolvem certa lógica direcional, o nosso sistema de ensino trabalha muito escassamente esse recurso tão fundamental no desenvolvimento da razão independente de cada ser. Lidar com problemas múltiplos nunca foi tão fácil, a resposta que queremos vem através do pensar, precisamos pensar profundamente para compreendemos profundamente. Essa é a regra continua para filosofia de vida.

Estamos particularmente horrorizados com nossos próprios métodos fragilizados e ultrapassados de ensino e de busca por conhecimento, o melhor caminho é autoeducação, o autodidatismo, a filosofia autônoma de se autoeducar, o produto de si por si mesmo. Não sabemos mais buscar, perdemos completamente o habito da procura curiosa por saber. Os Gregos professora, assim como outras civilizações viam na procura a grande magia da descoberta, mas hoje as tecnologias penetraram em nosso cérebro e petrificou nosso poder de transformação pela busca autônoma dos resultados, estacionamos no desconhecer, fomos ao longo do tempo desenvolvendo uma sociedade idiotizada que pensa com os dedos ao em vez de pensar com a cabeça.

Na verdade os pilares da educação atual estão se rompendo para o lado da pura ignorância congênita. Eu cada vez mais aprendendo a desaprender todo tempo. Estamos sabendo menos a cada dia, a cada segundo mesmo tendo consciência que no espaço da procura temos possibilidade de encontrar, mas encontrar é um processo que exige paciência e saber. Como então encontrar se o saber se perdeu no labirinto asqueroso do capitalismo insano, em professora? Toda descoberta, todas as grandes conquistas vieram através de suor intenso, saber avantajado e procura intensiva nada foi fácil, nada era fácil como o hoje povoado pelo pensamento cibernético. Por isso nada é mais como era, a facilidade das tecnologias portáteis atrofiou o cérebro humano. Meu medo professora é que o futuro seja tomado por essa falta de capacidade mental que se espalha por toda instituição de ensino, por todo meio acadêmico.

Então professora, não estou nem um pouco interessado nesses problemas bobos levantados em sala de aula por enquanto, o que a professora deveria fazer é focar em algo que ilumine as nossas ideias, que valorizasse o saber continuo, o saber para vida, pois só assim os resultados vão aparecendo, os resultados que a geração passada e essa geração não souberam colher pela falta de uma rica matéria orgânica chamada razão. Nunca foi tão necessário adubar a vida com a razão para colhemos o que plantamos. Espero professora, que tudo se torne natural e interessante como antes. Precisamos primeiro saber o que é saber, só depois é que vamos à procura do que encontrar.

                Atenciosamente,

                                                                                                       Jânio Lima

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A priori

Tem muito mais que conflito de interesses nisso tudo, por toda parte a história é a mesma homens e mulheres vendem-se para alimentar o desejo de pouca satisfação e silêncio inocente. Um terço de todo mundo se encontra no lixo da mesmice pensante, somos cegos perante a realidade, somos tolos perante o outro, somos indiscutivelmente caretas perante a nós mesmos.

A idolatria aos ritos e signos continuam, estamos a um passo do futuro previsto por aqueles que compreendiam bem os mecanismos do mundo e previram um mundo totalmente idiotizado no futuro. Somos escravos do que criamos desmedidamente com único objetivo: controle total das suas ações. O satélite no céu e os homens na terra. A tirania não acabou ela se tornou mais forte, ela cresceu e se expandiu para todos os lados, está em qualquer lugar, está na alma de cada um, porque todos carregamos o peso de está pisando num terreno judaico-cristão-falso-moralista que tenta impor suas vertentes suja, se estamos na lama é porque lá atrás criaram a ideia de que a carne de porco é imunda, a terrível ideia de opressão e controle total, vejam a piramide em que estamos pregados: na base os insignificante, no centro toda classe elitista e o estado, no topo os lideres das potencias mundiais, os hiper-bilionários e acima o divino. Essa estrutura engenhosamente criada para sustentar a tirania dos mais forte sobre os mais fracos, pois só aqueles que estão no topo podem infligir certos imperativos.

O que fazer diante de tudo isso? Se estamos todos sujos, faz algum sentido querer fingir-se de limpo? Estou aqui a falar de moral, de consciência, de desfutilidade. Receber a propina para executar a tarefa, bular a norma para satisfazer a maioria, cantar a fábula da desgraça para honrar o nome, o gênero, a raça. O que devemos ou o que não devemos está atrelado a cultura que se formou no chão onde pisamos, se somos é porque queremos ser, nada disso, se somos é porque nos impuseram de forma gradual, violentamente gradual, nós deixar ser tem mais banalidade do que primazia na arte de viver. O perigo é afundar-se no mar da contradição do ser em si, aceitar não significa sobrepor aquilo que se acredita, mas entortar o caminho que se principiou desde o início. Se no início fomos e seguimos sem marejar neste inferno no final também seremos, tudo que segue e continua seguindo terá fim como começo. O rio é um bom exemplo...!

sábado, 12 de outubro de 2013

Sobre tudo, sobre nada

"E tudo se faz desencanto...", porque as coisas vão perdendo o encanto momentaneamente.
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Sempre achei que a poesia triste chora em verdade e beleza.
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O álcool do poeta é tão somente a poesia.
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"hoje sou verbo intransitivo" e tudo fica perfeito quando o pensamento engravida tão preciosas palavras.
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Tudo cai em desgaste profundo quando se torna banal, o banal é imundo e mesquinho. O universitário se tornou um termo mesquinho. Por exemplo: quando quero dizer que alguma pessoa é cabeça oca, eu simplesmente o chamo de UNIVERSITÁRIO.
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A grande astúcia de pensar está muito além do que realmente é.
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As pessoas não se conformam em ver uma pessoa apreciando O ESTÁ SÓ, livre "sem lenço nem documento".
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A utopia nos entorpece.
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Talvez tenhamos que reinventar a vida.
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Por que só o silêncio equilibra e transfigura.
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Quem não tem fé se utiliza da razão, a verdade nasce da razão, do pensar. Fé te mumifica, a razão te leva para além de suas impossibilidades.
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Tenho pensado bastante sobre essa liberdade de ficar só, de não querer ver ninguém, de libertar meu direito de solidão.
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O grande estalo das ideias, felizes daqueles que conseguem captar os estalos geniais.
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O dinheiro é uma ilusão do espírito de luxúria do ser humano. O capitalismo camufla a nossa real felicidade e satisfação.
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Já houve momentos em que contava quantas palavras saiam de mim durante um dia inteiro de solitude. Tem lá suas vantagens mais carrega uma angustia enorme.
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Doer faz parte do sentir.
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A solidão é o melhor prato, é para ser comido com calma.
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Caminhar em direção aos nossos instintos é está atento a tudo que se molda social, humano e moral. Só as águas de uma correnteza virgem, é limpa o suficiente para que um homem de instinto seguro a beba.
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Um simples vento de mudança nos torna tão estranho a tal ponto de chegar até a certa indagação de certeza com relação a diversas decisões que precisam ser tomadas para continuar a caminhada. É bem verdade, você não é o que parece. Decifre-se.
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A essência de tudo sempre foi a vontade. E toda grande realização prescinde da vontade, então se quer algo na vida faça de sua vontade grande realizações.

Certo e errado

Poderíamos pelo menos criar nosso próprio sofrimento ao em vez de copiar os sofrimentos dos outros. Somos tão insignificantes assim que nem sofrer a própria maneira sabemos mais? Tornar-se o outro pela necessidade de aplausos e bajulações diversas. Ser alegre e amontoar-se ao bando de fingidores profissionais, fingir quase que diariamente estar tudo bem, pois ninguém aqui é Voltaire com seu falso dizer otimista e nada vai bem. O que nos diz o guru da boa convivência? Que devemos fazer o que achamos certo? Porque não calas? Fazer o que se acha certo nos levaria para o fim de nos mesmo. Temos que destruir o certo porque foi fundando sob uma moral de sanguessugas, temos que destruir os valores de certo e errado porque foram instituídos no sangue, na mentira e na opressão da mente, do corpo, do ser. O que é certo diante de tanta contradição? Venha e lhe direi como caminhar com os próprios pés ao lado da própria sombra. Venha vamos juntos cair num abismo onde o medo é prazeroso e o conceito de certo e errado é reinstituído.


“A idéia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade!”

                                                                                                         Carl Sagan

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nosso próprio futuro


Estamos à deriva em uma nave descontrolada do desenvolvimento humano. Estamos evoluindo para o não ser, para o não pensar, para não estimulo. Estamos simplesmente retroagindo caminhando lentamente para autodestruição. A inércia como fundamento para um futuro concretizado no movimento nulo. O estabelecimento de uma vida plena passa por nossas humildes mãos, a responsabilidade de no além-presente conquistamos a decência que sempre foi lacuna no pensar do homem socializado, do homo economicus e da plateia ludibriada pelo prazer da boa vida sustentada por uma hipocrisia consumista imprestável.

A autodestruição é consequência da poluição pensante que se apodera dos mais fracos e povoa grande parte da consciência ingenuizada pela desinformação e infestação do vírus “negativismo”. O que nos falta? Nunca foi tão urgente à conquista de um novo recomeço. Mas será que com o homem é possível o recomeço? Nunca é tarde.

Talvez nossa maior burrice foi oferecer sempre uma nova chance. Tudo aquilo que até hoje não provou ser digno deve ser abandonado, todo aquele que não provou primeiro do veneno antes mesmo da vitoria deve ser mordido, todo aquele que necessitou de escadas para alcançar as alturas sem dúvida não conhece a altitude quanto menos o perigo. Antes de tudo é preciso alcançar as alturas, escalando pedra a pedra, olhando de quando em vez para baixo atiçando o calafrio no peito. Só assim teremos nosso próprio futuro, só assim. 

Natureza fractal


Toda natureza demoníaca ou angelical prescinde de si mesmo.  As partes nos compõem, essas partes fractais que tomam proporções cada vez menores nesse marejar dos infernos. A constituição de nós mesmo depende do tempo, do estado de equilíbrio, das naturezas adversas e das naturezas que nos seguem mesmo inconformadas. O momento de ser dois, três, um milhão ao mesmo tempo nos condiciona ao um mundo totalmente surreal e complexo desprovido de prazer e ao mesmo tempo prazeroso de mais. Simplesmente pela necessidade de esquecer o ontem, sim! ocupar a mente para deixar de atormentar-se com ontem, o hoje e o amanha.

Partes menores de nos afunda nesse mar de problemas que é a vida, partes ainda menores de nos profana e abdica de um lugar aqui outro a cem milhas e partes ainda menores não se cansam de preencher constantemente um vazio que só se alarga, de continuar erguendo o que o tempo destrói, de continuar subindo uma escadaria sem fim. O que sei é que existe varias partes de nos perdida entre o ser e o não ser, entre o estar e não estar, entre o ir e o não ir, entre a dúvida e a certeza. Nossa natureza prescinde da diversidade de nos mesmos.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Na matemática a matéria prescinde do nada

Tá ai o que eu chamo de grande armengo matemático o do "todo número elevado a zero ser igual a um" quando se depara com o nada elevado a nada da resultado um. O nada deixa de ser nada e passa ter sentido e com isso põe abaixo o niilismo e a teoria do nada. 




Isso é fantástico. A grande magia das coisas inexplicáveis, porque na verdade não nos interessa saber a verdade basta que digam "isso é assim" e pronto acreditamos para sempre. O nada elevado a nada surgiu da famosa convenção do "todo número elevado a zero é igual a 1" se provando pela propriedade da divisão e contrariando o princípio indutivo universal inicial da existência de potência em seu processo de multiplicação sucessiva da base pelo expoente com o expoente pertencente ao conjunto dos números naturais, e se partimos para o conjunto dos números reais ai é que coisa fica totalmente sem controle, pois dentro dos limites laterais chega-se ao infinito. 

O grande fato é que existem coisas inexplicáveis e muitas vezes sem lógica dentro da matemática, responsável por sustentar tão grandiosa ciência por décadas sem sofrer rupturas. DENTRO DA MATEMÁTICA O NADA PASSA A TER SENTIDO, ISSO É FANTÁSTICO! DENTRO DA MATEMÁTICA A MATÉRIA PRESCINDE DO NADA.

sábado, 5 de outubro de 2013

O martelar do amanhã



Questiono-me sempre se o viver vale a pena ainda diante de tanta insensibilidade, molduras de caráter e sujeira moral. A resposta vem logo em seguida, pela simples razão de o amanhã ainda está por vir já vale a pena respirar, pelo acompanhar da engrenagem que fabrica o amanhã e que reedita o ontem. Ainda precisamos nos indignar muito, ainda precisamos caminhar muito para uma filosofia além da auto-destruição, precisamos cantar e dançar mais algumas valsas para boa convivência com tantos arruaceiros ambientais. Deixa-se ir construindo seu próprio caminhar indiferente, seu próprio mastigar no ritmo da tua escolha, teu sorrir, teu sonhar, teu viver.

Por só acontecer uma vez viver nunca deixara de valer a pena. Pode ser que perda o sentido hora ou outra, mais nunca ao ponto de perde-la definitivamente. Quatro anos alimentado por um niilismo profundo pensei varias vezes que a vida não tinha se quer fundamento quanto mais sentido. Ainda continuo achado mais agora sustentado por uma visão totalmente diferente, agora eu posso me sustentar em cima da natureza, já é alguma coisa para se crer. A tristeza é um corredor sombrio, se uma vida sustenta-se de tristeza nada mais lógico que enxergar a vida como uma verdadeira decepção.

O que você pode fazer por si mesmo? O que você pode fazer por todos? O que você pode fazer pela natureza? Se resolvo o primeiro questionamento consigo estabelecer uma finidade com as demais, mas se burlo a primeira burlo a segunda e a terceira. Antes de tudo o respeito a si mesmo, aos seus pensamentos, as suas ideias, os seus diálogos, os seus erros, as suas verdades tudo isso levara você aos dois últimos questionamentos. Você é aquilo que faz, que pensa e se a vida não vale a pena repense em tudo e ouça o martelo de fabricar amanhas, realmente muitas das vezes ela não vale nada, mas ao ouvir o martelar do amanhã você volta atrás, sempre volta atrás.

Se alguma coisa é verdadeira e incita-nos essa coisa é sem dúvida o amanhã para desvendar, para possibilitar o novo, para desafiar os novos tempos. Mas se existe ainda tempo para mudar mude seu relacionamento com a natureza, sua vida destrambelhada em pensamentos, esqueça o nada, deixe-o fluir porque tudo que flui não incomoda, deixe o tempo cuidar do nada. A melhor música a ouvir é sempre o bater do martelo continuamente moldando o amanhã. Vamos apenas ouvir e dançar...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Entre o agora e o amanhã

Existe ainda uma hierarquia monopolizando os meios do saber, mas o principal mecanismo que torna o saber global é a força de vontade de cada um. Se não tenho uma régua ensino com um pedaço de barbante, se não tenho lápis escrevo com carvão. Nada deve impedir que o saber avance, somos capazes.

domingo, 22 de setembro de 2013

Das velhas lendas

Crescei e veras o quanto te mantiveram sob o domínio de uma farsa
derrotas e vitórias com o mesmo sabor do despertar atrasado.
Crescei para ouvir infinitas vezes a mesma farsa teatral
bonecos ajoelhados no mesmo chão de Abraão.
Crescei para entrar no templo santificado
e orar diante dos seres mistificados.
Crescei para serdes escravos
dos homens santos do céu.
Crescei e sentiras odio
sob o teto celestial
Crescei no verbo
para sem verbo
até o final.
Crescer

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O que deveríamos?

Deveria ser extinto da natureza pensante a rançosa e obsessiva ideia de valia mercadológica, a ideia de produto, a ideia de favor pela recompensa. Deveríamos começar valorar mais a ideia de amor à vida pelo simples ato de ver o sol brilhar. O que não consigo entender de maneira alguma é que para um mundo totalmente tomado pela ideia judaico-cristã seja tão difícil amar o próximo, perdoar o próximo, ajudar o próximo. A humanidade segue com paixão, defende com paixão a cultura de um ser divino, mas não consegue ter paixão por si mesmo e pelo próximo. Isso não vale nada, absolutamente nada.

Não vejo mais que uma doença alastrando-se por entre as entranhas de uma sociedade educada na base da loucura divina. Não vejo mais que um povo idealizando toda uma vida, idealizando uma pós-vida, idealizando o próprio escorrer da vida nesse rio de contradição. Um rio que corre ao contrario e desemborca na linearidade do infinito indecifrável.  

Como uma ovelha que pasta em determinado lugar e dai a pouco esquece onde pastou e pasta novamente e esquece novamente. Seria menos doloroso se o ser humano não lembrasse do ontem, somos saudosistas ao extremos, sofremos com isso, minamos a tristeza pela perda. Com a perda nasce muitas vezes a solidão e a solidão leva-nos até o ontem. A raça humana é uma raça dramática, para tudo um drama diferente e infindável, a vida passa e o drama só aumenta carregamos a vida inteira o fado pesadíssimo da aceitação das coisas como são ou como foram moldando-se até aqui. A conformidade nunca foi um prato de sabor apreciável, as coisas quando tratadas com complacência tornam-se enfadonhas com toques de inutilidades.

Deveria sob o túmulo do primeiro santo, enterrar essa farsa de paixão monopolizada sustentada pelo escambo divino. Deveríamos esquecer a ideia do todo e começarmos a compreender as partes, todas as partes, o individualismo carrega o peso da tristeza muita vezes mastigadas. Deveríamos limpar o espírito todas as manhãs depois do ontem, uma terapia de risco, uma terapia a grosso modo necessária a muitos espíritos de porcos. Deveríamos trocar a decência pela indecência pelo vandalismo do que foi considerado decente até hoje. Deveríamos repetir diversas vezes outros gestos ao em vez de ajoelhar-se ou levantar as mãos para nada no céu, estender a mão para aquele que precisa independente de fatores econômicos, ajoelhar-se para plantar uma arvore preservando com mais responsabilidade aquilo que nos mantém vivo, respeitar para toda vida esse é o verdadeiro ensinamento.

Uma criança nasce e é levada a crer, outra criança nasce e também é levada a crer e assim várias outras crianças nascem e são levadas a crerem naquilo que a maioria creem. O verbo crer deveria ser substituído por dois outros verbos nessa corrente infinita: encontrar e praticar. Então uma criança nasce e é designada a encontrar o que ela acredita e ao encontrar ela passa a executar aquilo que acredita, ela passa a praticar tudo que colhe de sua infinita procura. Quem pratica o que desenhou para si bem ou mal segue o princípio do espírito inicial, do eu sou aquilo que me fiz desde o início. Essa é a ligação que deveríamos estabelecer entre todos e o mundo. Então eis mais um ensinamento: derivar tudo aquilo que encontro.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sociedade idiotizada

A sociedade que usa os dedos para pensar ao em vez da cabeça.




sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A solidão




 O Solitário

“Odeio seguir alguém tanto quanto dirigir.
Obedecer? Não! E nunca, nunca – governar!
Quem não é terrível para si mesmo, a ninguém saberia inspirar terror:
E só aquele que o inspira sabe dirigir os outros.
Já me é odioso alumiar-me a mim mesmo!
Gosto de me perder um tempo,
Como os animais silvestres e marinhos,
Agachar-me em algum labirinto charmoso,
Por fim, de longe, chamar-me pouco a pouco a casa –
Para regressar a mim, e eu mesmo – me seduzir.”

                                          NIETZSCHE



Quem? O papa?



O novo papa pode ser um humanista além do esperado, mas não posso me esquecer o que a religião e o Vaticano casou e causa. A pessoa íntima do papa me agrada, mas o que ele prega, o que ele aceita, o que toma como privilégio é inconsequência pura. Nenhum ser deve ajoelhar-se diante de outro ser se ninguém é mais do que ninguém. O ato de curvar-se diante de outro ser é escravidão pura, é impossível de digerir.

O ato de ajoelhar-se diante do outro significa: Estou em suas mãos, manipule-me.

domingo, 1 de setembro de 2013

O dilema do sistema de ensino no século XXI



Quem são os verdadeiros educadores hoje?
O que se quer saber na verdade é se existem condições para se formar ainda verdadeiros educadores. Os últimos educadores comprometidos com a arte de educar que se tem evidência foram lá do final do século passado para inicio deste século. Só aqueles educadores anteriores aos anos dois mil tem alguma coisa a ensinar. A educação nunca foi tão desmerecida mesmo sendo alvo de tanta discussão, talvez seja porque discutimos de mais sobre o que fazer e esquecemo-nos de melhora-la.

Em quinze anos vimos à educação rastejar, em quinze anos não se fala outra coisa se não “um país só cresce se investir na educação” nunca saímos disso, nunca pagamos pra ver valer essa máxima, nunca apostamos um centavo se quer nessa máxima, vira e mexe estar-se a mendigar outra vez por paliativos que surtam ilusórias melhorias. O sistema de ensino brasileiro é uma bagunça, as escolas em ruínas, educadores mal remunerados, péssimas qualidade dos formandos em licenciatura, ruptura no sistema de seleção natural dos melhores é o mercado agora que seleciona, e seleciona mal, pois querem pessoas qualificadas e não educadas, instruídas, preparadas.

A crise do saber carrega junto à crise do ser, a crise do permitir deixar-se manipular pela tecnologia. Tudo tem um limite. O ser humano não pode deixar de pensar porque a maquina faz isso por ele. É, é isso mesmo o ser humano deixou de sentir-se obrigado a pensar e uma febre chamada idiotia tem dia após dia se firmado entre nós. É uma doença quase imortal ela se alastra por meio das tecnologias portáteis, infiltra-se em seu celebro, amolece-o de forma a deixa-lo completamente demente, dependente em completa idiotia mesmo a ponto de passar horas em um mesmo lugar mexendo apenas os músculos dos dedos com series incontroláveis de repetições que acabam atrofiando-os. Engraçado, somos manipulados por tecnologias todo tempo, na sala de aula o professor discorre sobre um assunto interessante o telefone toca você sai para atender, ou sua atenção está voltada para as fofocas das redes sociais nos tablet e notebooks, ou jogar virtualmente seja mais interessante.

A tecnologia nos domina porque permitimos no exato momento que decidimos ser mais importância dar atenção a um simples aparelho celular do que a uma conversa legal entre amigos, um debate importante em sala de aula, uma conversa com o professor ou com os pais. Ela nós domina porque ainda não aprendemos a verdade sobre o saber. A educação é refém das tecnologias portáteis por isso tem que se repensar em maneiras de dominarmos ela e não ela dominar a humanidade. É a questão do vicio, você acaba fazendo isso tantas vezes por dia que fica dependente, torna-se parte da sua rotina imperceptivelmente, seu cérebro vai se tornando inútil, acostumados às facilidades, o cérebro logo começa a falhar rotineiramente e então manifestar-se a idiotia que se alastra rapidamente por entre seus hábitos diários e na verdade é assim que quer o mercado mais pessoas dependentes dela. Informatização uma das nossas grandes conquistas e a única que nos destruirá. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Antes de tudo o espírito frouxo

Eu enquanto ser pensante não posso conceber em qualquer hipótese que vivemos somente para acumular, acumular e acumular coisas. E o espírito que vai em busca do que não é material e superficial onde fica nessa busca brutal por materialismo, por capital, por simples desejo de amontoar coisas sem importância, o espírito quer mais e mais sentir a necessidade do nada, a frouxidão, o descompasso da natureza, a natureza do tempo amontoado no ontem.

O espírito frouxo quer sentar no abismo dos seus medos e pensar nos outros, nos medos dos outros.
O espírito frouxo quer pular por entre as folhas secas de cada árvore ainda em pé. O espírito frouxo quer vaguear pelo mundo, por esse mundo sem dono que se espalha por todos os lados. O espírito frouxo quer sentar ao lado de quem precisa de um pouco de nada para viver feliz como se tudo tivesse. O espírito frouxo quer ir, ir, ir... sempre adiante, porque o andar para o além é nossa mais contagiante e verdadeira verdade.

domingo, 25 de agosto de 2013

Uma louca razão

Pensara alcançar as alturas cedo
Pensara tão certo na fluência e magnitude do querer
Do estender para longe a visão que não imaginara
O tamanho da queda, o tamanho da desgraça.
O susto imediato logo após a queda primeira.

Pensara em algo grandioso ao ponto de estourar os limites
Da simples razão que carregara em suas próprias ideias.
E foram as novas ideias plantadas que fizeram do ser um
Lamentável projeto de vida, um arquétipo humano
totalmente descompassado no levar a vida em sua jangada 
ao vento.

O velho medo o assustou, o derrubou, o imobilizou
Como uma pedra, ficou parado no tempo de suas próprias dúvidas
Nada foi como imaginado e a angústia toma posse do corpo e da mente.
A loucura é certa, a embriaguez é imediata, o padecer vem logo em seguida.Tudo foi abaixo quando a razão se emancipou e dominou as ações, Dominou o primeiro passo, subiu o primeiro degrau e conquistou espaço.Nesse instante o que resta é apenas dormir com os vermes para aprender cavar saídas quando enterrado.

Meio-dia da vida

É preciso aprender uma coisa: A vida tem que ser sempre mais que esse capitalismo insano e doente.
A liberdade de escolha;
A liberdade de manifestação;
A liberdade do não, do dizer não, esse não necessário que serve para destruir mitos e quebrar preconceitos em culturas avessas e atrasadas deve estar sempre em primeiro lugar na escala de necessidade do espírito. O não que amedronta e dita à dúvida e a decisão certa a tomar. É hora de mergulhar novamente nesse mundo afora que hora ou outra estar sempre a nos chamar para alçar as velas.
É hora de dizer adeus a sombra;
É hora de andar,
É hora de o andarilho seguir sem rumo com uma única certeza: o abandono total desse sedentarismo urbano, desse viver humilhante vendo tudo passar, vendo o tempo correr, a sombra a consumir, vendo os seres vegetarem em seus canteiros de mesmice, vendo os cemitérios ganhar terreno. É hora de alçar a bandeira da vontade e sair mundo afora sem receios ou dúvidas deixem as dúvidas para os homens de negócios eles comem o tempo para não perder o lucro. Eu necessito de ar puro, necessito chegar sempre ao meio-dia da vida aonde tantos espíritos grandiosos chegaram. Esse é sem dúvida o alimento verdadeiro do espírito liberto.


                                                                                 São Vicente, dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cultura do desrespeito



Assistir uma pessoa jogar lixo no chão é como sentar e assistir sua própria destruição. A educação de pai para filho ou de geração para geração não consegue mais ou nunca conseguiu estabelecer uma realidade diferente dessa que presenciamos todos os dias por ai. O ato de jogar lixo no chão deveria ser considerado crime hediondo. O futuro sustentável é o único bem maior que temos e construir montanhas de lixo sob ele é um crime inafiançável.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Livre pensar III

"sentindo o gosto de finitude e banalidade na boca" esse gosto nunca desaparece é permanente em nosso organismo, às vezes gostaria de apagar minha memória e recomeçar de novo, outras vezes quero apenas andar, andar sem parar, na verdade só parar num lugar distante e despovoado do mundo e lá por a conversar com o silêncio eternamente, é uma questão de colocar as coisas em seus devidos lugares.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Livre pensar II



Na matemática toda derivada possui uma primitiva a chamada antiderivada. A busca pela resposta necessariamente nos leva até ao princípio, a origem, ao início de tudo.

domingo, 14 de julho de 2013

Livre pensar I

A paixão desmedida pode derrubar, digo isso porque estou diante de um mundo no chão por conta de uma louca paixão.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Livre pensar

Muitos dizem que é preciso amar a deus sob todas as coisas.
Na verdade deveríamos odiá-lo sob todas as coisas 
por ter criado o inferno e tantas outras bobagens.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"Manifestações pacificas"






Engraçado como a mídia alcança seus falsos objetivos auspiciosos, consegue estabelecer por meio de manipulação da retórica suas vontades. Foi assim com as manifestações pelo Brasil, os veículos midiáticos cunharam o termo "manifestação pacifica" e como isso é risível, o velho e chato politicamente correto surgindo em meio às manifestações. A classe política depredou e vandalizou nossa moral, a moral do país por tanto tempo. Porque devemos ser pacíficos? Não existe pacifismo na indignação. Eles sugam nossa decência todos os dias, desmoralizam o país e o povo. É isso mesmo? Querem pacifismo agora?


Ir a qualquer hospital publico para ver quem são os verdadeiros vândalos. A usina de Belo Monte destruiu o assentamento dos índios locais, isso é vandalismo. As estradas brasileiras encarecem os produtos até chegar ao destino final, isso é vandalismo. A transposição come dinheiro sem parar sem data para termino, muitos morrendo de sede no nordeste e a impressão é a de que existem outros interesses por trás, isso é vandalismo. Prestar atenção nos transportes de cargas onde à logística tão importante se encontra a beira do abismo, isso é vandalismo. Chego a alertar para o vampirismo aos cofres públicos, um bando de vampiros sugando as finanças dos brasileiros sem piedade, destruindo o futuro com políticas que levam a inflação.


"Manifestação pacifica", não existe pacifismo onde a estagnação é tamanha. Na minha percepção um cidadão que vai lá e derruba o ministério ele é um santo comparado à indecência da maioria política. Eu me rio com tanta falta de caráter e posso afirmar que nem com Mandela nem mesmo com Gandhi existiu pacifismo em suas manifestações, sempre ouve por trás dos bastidores um movimento mais vigoroso, mais indignado, mais exigente. Por trás de qualquer manifestação existe um grupo de xerifes que exigem respeito, impõe suas colocações, fura as resistências e desce a madeira onde tem que descer e se tiver de quebrar o país eles vão lá e quebra o país, o povo brasileiro foi às ruas mais ainda não aprendeu como reivindicar seus direitos, como processar as informações, como se impor. Esse momento é só nosso inteiramente nosso nenhum veiculo midiático tem moral para manifestar suas retóricas de merda.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Idiotia





A muito se acredita que a idiotia se manifesta apenas em crianças, filhos de união consanguínea. A muito se pensou errado. Em alguns países como o Brasil os casos de idiotia ultrapassa os 80% da população dos 15 aos 75 anos que é a expectativa de vida dos brasileiros segundo o IBGE. A idiotia se forma gradativamente através de características “meméticas” herdadas dos genitores, mas com o passar dos anos a tendência aumenta assustadoramente pela exposição do indivíduo ao meio em desequilíbrio estrutural da cultura humana.

No Brasil a crise de idiotismo se espalha desde a política até algo que se toma como menos importante. A cultura brasileira nasceu da dominação, do servilismo, do comodismo por isso carrega uma identidade de povo tolo. A cultura brasileira é a cultura do “não estou nem ai”, do vá à frente que eu sigo atrás, da desinformação, do armengar um jeitinho para tudo, o impulsivo “jeitinho brasileiro” e esses na verdade são ambientes propícios para proliferação da idiotia. O brasileiro tem uma tendência muito forte para a idiotia amaurótica, cujo, os sintomas são: retardo mental, cegueira gradativa e paralisia.

A uma necessidade muito grande nas pessoas em apenas acreditar sem a mera importância em saber quais as consequências desencadearão desse processo. A imprensa o que hoje chamamos de mídia tem como principal função fazer você acreditar em algo que vai beneficiar uma minoria detentora do poder, a mídia é causa da idiotia viral que toma conta do brasileiro. Se olharmos a história, toda história veremos que estivemos sempre na porta dos fundos das grandes jornadas, nunca fomos coadjuvantes, carregamos com muito orgulho o direito da não manifestação, temos de qualquer forma a essência dos orientais, me refiro ao ficar horas e horas parado numa mesma situação sem se mexer, o não movimento como forma de manifestação.

Quinhentos anos se passaram e não evoluímos nada a não ser na marcha a favor da maconha e da união entre mesmo sexo. Será dessa forma o caminho mais curto para uma nação politizada, para um tipo de povo indiferente ao fanatismo e a facilidade do acreditar, será esse o caminho para uma sociedade menos miserável, arruaceira e desinteressada. A idiotia age em primeiro lugar retardando sua capacidade de percepção, resistência em querer enxergar o óbvio.  Segundo lugar acumulando a dependência do medo, ou seja, preciso sentir medo para fortalecer minha crença. Em terceiro e ultimo lugar paralisando através de ferramentas midiáticas expositivas, o famoso “pão e circo” dos romanos que nunca sai de moda só se aperfeiçoa. Ao em vez de “ordem e progresso” em nossa bandeira deveria haver: “inativar para idiotizar” porque esse é o lema seguido durante muitos anos nesse país.