sexta-feira, 1 de abril de 2011

A religião é nada diante do raciocínio em pé


Essa ideia de que a igreja liberta ou previne o jovem das drogas, do vicio, do crime ou de qualquer forma de perversão da alma é pura balela. Não posso acatar uma ideia tão covarde como essa tendo em vista minha própria vida. O fato de uma pessoa ao entrar para uma religião qualquer deixar de se mutilar no sentido dos vícios não quer dizer nada, esse foi um dos milhares de meios possiveis para se tornar uma pessoa saudável, equilibrada e sociável. E sinceramente ponho em último lugar ou talvez anule o fator religião como meio de se reorganizar. Simplesmente pelo fato da religião também ser um vicio prejudicial à vida.

Criei-me com total liberdade para escolher meu próprio caminho a interferência de meus pais eram apenas em conselhos, excelentes conselhos, ou seja, a sociedade me abriu várias portas e entre elas sempre estão escancaradas as portas das drogas, da desumanidade, do desrespeito, do vandalismo, da desorganização do corpo e da mente. Mas ao lado dessas portas abrem-se também outras portas a da simplicidade, do respeito para com meus semelhantes, do trabalho digno e honesto, da harmonia com pais. E nunca precisei de religião para trilhar meu próprio caminho com respeito, dignidade, liberdade e muita consciência.

Para se manter distantes das deformidades da vida o que prevalece é o seu instinto de repudio a elas, é a sua capacidade de indisponibilidades, é sua racionalidade em pé. O grande homem é o mastro que mesmo em tempos difíceis permanece erguido. Para os que entram pelas portas escancaradas e acham que a religião é a única esperança pode até ser, mas a alienação tomará conta do seu ser. Livrou-se de um incomodo e aprisionou-se em outro. Não é de forma alguma a fé que cura ou que liberta de qualquer tipo de incomodo em vida é a capacidade de usar o raciocínio em horas de extrema fraqueza. O que prevalece é o equilíbrio do que se pensa na hora em que se precisa. Esqueça a religião e exercite o raciocínio.



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