terça-feira, 12 de abril de 2011

O NÁUFRAGO da humanidade



Vejo em O NÁUFRAGO a humanidade inteira. Tom Hanks no papel de Chuck Noland um inspetor da Federal Express (FedEx), multinacional encarregada de enviar cargas e correspondências. Quando em uma de suas viagens sofre um acidente aéreo e cai em alto mar indo parar em uma ilha completamente desabitada, desprovida de qualquer contato humano, tendo assim que lutar pela sua sobrevivência. Então logo ele percebe o quanto o nada assusta e esse nada chega a assustar ao ponto de fazê-lo criar um ser imaginário o WILSON para que tenha alguém onde deposite suas magoas, desesperos, suas loucuras e dores.

Quando digo que vejo no NÁUFRAGO a humanidade inteira é por que assim como Chuck Noland não suportou o vazio e o nada em sua volta se desesperou e então criou o WILSON para não mais se sentir só. Com a humanidade foi à mesma coisa a inquietação do não querer aceitar o nada, a inconformidade com o vazio, com a realidade de não existir outra vida pós-morte em um mundo aparente. Todas essas perturbações levaram o homem a criar também WILSONS que até hoje são exaltados pelo mundo afora.

A humanidade com alguns de seus conceitos de aceitação do irreal carrega correspondências à vida inteira de geração a geração sem nem se quer haver destinatários.

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