sexta-feira, 22 de abril de 2011

Em braços de gigante


Meu instinto me diz que devo fugir constantemente
Dos homens que falam sem noção.
Pensamentos gotejam novidades rebuscadas ao longo
Do tempo que me faz retirante de um passado e
Presente indigno de novas auroras.

Entre o sistema inesgotável de mascara abastecido
Pelo poder do capitalismo. Uma grande maioria
Conforma-se é a grande maioria sustentada por batinas
E velhas leis mastigadas há milênios, causando danos
Físicos e morais. Sois tolos demais para acreditares
Nas páginas empoeiradas pelo pó da mais-valia.

É preciso algo bem mais concreto para explicar
A complexibilidade de todo universo. Além do
Universo dentro da gente que é inexplicável
Dentro da lógica do crer e não crer. São cobaias
De uma doutrina paralitica sem lógica é preciso
A lógica para fazer de qualquer doutrina infalível.

Meus instintos me dizem que a luz em algum lugar
E que o caminho é cansativo, mas é digno de água
Doce quando se alcança o que até o momento era
Considerado inalcançável, merece até um descanso
Quando se ultrapassa os limites dos pensamentos
Para se chegar aonde nunca ninguém jamais sentiu
O prazer de estar. Nos braços do gigante adormecido
Em verdades.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Princípios morais


Habitar um sistema em que os preceitos morais não são seguidos nem no pior nem no melhor momento acaba quebrando o encanto de ser o limpo em qualquer ambiente, mas infelizmente não funciona assim. É sabido que todo sistema é falho e por ele corre o veneno da arrogância, da hipocrisia, da falta de bons modos, da fantasia dos direitos e deveres. Esses os fatores quebradores de encanto. É necessária a consciência de que os princípios morais é uma coisa que nasce com o ser não é algo que se adquire a qualquer hora, de qualquer jeito, em qualquer lugar. É como uma macieira tem seu lugar e tempo certo para dar frutos. A verdade é que ter princípios morais dentro de sistemas incapazes de mantê-los é como andar por entre jardins sem respeitar os espaços feitos para circulação. Toda a moral é pisoteada por seres sem resistência para carregá-la, toda moral enterrada pela velha e nova geração. Hoje o que mais sabemos é que princípios morais não se compram, não se ganha, não se faz. Se é agraciado desde o princípio da vida até o fim se houver coragem e resistência. O que eu quero dizer é que a saga de qualquer ser humano para carregar princípios morais até o esgotamento da vida é um processo árduo e complicado poucos, muito poucos, pouquíssimos conseguiram e não me peçam exemplos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O NÁUFRAGO da humanidade



Vejo em O NÁUFRAGO a humanidade inteira. Tom Hanks no papel de Chuck Noland um inspetor da Federal Express (FedEx), multinacional encarregada de enviar cargas e correspondências. Quando em uma de suas viagens sofre um acidente aéreo e cai em alto mar indo parar em uma ilha completamente desabitada, desprovida de qualquer contato humano, tendo assim que lutar pela sua sobrevivência. Então logo ele percebe o quanto o nada assusta e esse nada chega a assustar ao ponto de fazê-lo criar um ser imaginário o WILSON para que tenha alguém onde deposite suas magoas, desesperos, suas loucuras e dores.

Quando digo que vejo no NÁUFRAGO a humanidade inteira é por que assim como Chuck Noland não suportou o vazio e o nada em sua volta se desesperou e então criou o WILSON para não mais se sentir só. Com a humanidade foi à mesma coisa a inquietação do não querer aceitar o nada, a inconformidade com o vazio, com a realidade de não existir outra vida pós-morte em um mundo aparente. Todas essas perturbações levaram o homem a criar também WILSONS que até hoje são exaltados pelo mundo afora.

A humanidade com alguns de seus conceitos de aceitação do irreal carrega correspondências à vida inteira de geração a geração sem nem se quer haver destinatários.

sábado, 9 de abril de 2011

Um minuto de silêncio


Eu como sou um critico feroz de qualquer forma de religião deixo bem claro o que muitos já disseram e dizem e o que a história nós mostra até hoje:  RELIGIÃO MATA. O homem criou Deus e essa sim é uma arma perigosíssima.

Agora, um minuto de silêncio pelas crianças que nada tinham a ver com os problemas de um resignado.

Saramagueando


A humanidade nunca foi educada para paz, mas sim para a guerra e o conflito. O "outro" é sempre potencialmente o inimigo. Estamos a milhares e milhares de anos nisso.

                                             ***
O que está em causa não é a violência, é a crueldade. Violenta é toda natureza. Para que eu coma meu filé, tenho que matar um boi. Nós, seres humanos, os tais seres racionais, inventamos a crueldade. Portanto, é sobre a crueldade que deveriamos discutir. Quando começamos a discutir sobre a crueldade, o problema da violência se resolve.

                                             ***
O mundo seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus. 

                                             ***
Os problemas de Deus não me preocupam. Preocupam-me os problemas dos homens que inventaram um Deus que não faz mais que nos fazer passar péssimos bocados. Talvez Deus exista - eu não creio -, mas não tem sentido que nos matemos em nome de Deus.

                                             ***
Dentro de nós há uma coisa que não tem nome. É o que somos. 

                                                         AS PALAVRAS DE SARAMAGO, Fernando Gómez Aguilera

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Da psicologia


“O direito de impor castigos corporais, outorgado a um sobre o outro, é uma das pragas da sociedade, é um dos meios mais poderosos para aniquilar nela todo o germe do civismo e a base completa para sua dissolução inevitável e infalível.  DOSTOIÉVSKI em Memórias da casa dos mortos

Todo ser natural de princípios que tem no peito o humanismo ainda luzente em tempos de congestão raivosa precisam urgentemente ler MEMÓRIAS DA CASA DOS MORTOS. Não houve e ainda não há romancista com a psicologia de DOSTOIÉVSKI.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A religião é nada diante do raciocínio em pé


Essa ideia de que a igreja liberta ou previne o jovem das drogas, do vicio, do crime ou de qualquer forma de perversão da alma é pura balela. Não posso acatar uma ideia tão covarde como essa tendo em vista minha própria vida. O fato de uma pessoa ao entrar para uma religião qualquer deixar de se mutilar no sentido dos vícios não quer dizer nada, esse foi um dos milhares de meios possiveis para se tornar uma pessoa saudável, equilibrada e sociável. E sinceramente ponho em último lugar ou talvez anule o fator religião como meio de se reorganizar. Simplesmente pelo fato da religião também ser um vicio prejudicial à vida.

Criei-me com total liberdade para escolher meu próprio caminho a interferência de meus pais eram apenas em conselhos, excelentes conselhos, ou seja, a sociedade me abriu várias portas e entre elas sempre estão escancaradas as portas das drogas, da desumanidade, do desrespeito, do vandalismo, da desorganização do corpo e da mente. Mas ao lado dessas portas abrem-se também outras portas a da simplicidade, do respeito para com meus semelhantes, do trabalho digno e honesto, da harmonia com pais. E nunca precisei de religião para trilhar meu próprio caminho com respeito, dignidade, liberdade e muita consciência.

Para se manter distantes das deformidades da vida o que prevalece é o seu instinto de repudio a elas, é a sua capacidade de indisponibilidades, é sua racionalidade em pé. O grande homem é o mastro que mesmo em tempos difíceis permanece erguido. Para os que entram pelas portas escancaradas e acham que a religião é a única esperança pode até ser, mas a alienação tomará conta do seu ser. Livrou-se de um incomodo e aprisionou-se em outro. Não é de forma alguma a fé que cura ou que liberta de qualquer tipo de incomodo em vida é a capacidade de usar o raciocínio em horas de extrema fraqueza. O que prevalece é o equilíbrio do que se pensa na hora em que se precisa. Esqueça a religião e exercite o raciocínio.