sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Homem de natureza livre


O ser que possui fé, que exalta-se sempre para seu semelhante
Esse cresce pouco e desordenado. É improdutivo logicamente pensando,
Ele perece nos esteios da fé, ele se martiriza e fenece.
A fé faz do ser humano agente reprimido da sociedade em que vive
Pois a paixão dar e tira, tira mais do que oferece.
Enquanto o homem de fé se põe de joelhos para agradecer ao invisível
O pouco que possui ou alimentar-se de provisões futuras.
O outro a quem chamam de incrédulo, que é contrario, o sem fé.
Esse ao em vez de fé tem vontade, tem o sim e o não, ele o sem paixão.
Aquele que é sagaz, que anda na direção do pote de ouro, aquele
Que precisa necessariamente se preocupar com as formigas ordeiras
Primeiro para só depois derrubar o urso feroz.
Falo do homem sem fé. Ele não precisa de fé, ele odeia atraso,
Fé é atraso, ele repudia humilhação e ficar de joelhos diante do nada
É humilhação, pura humilhação.
Ao em vez de ajoelhar-se ante a uma imagem sem expressão
Ele prefere seguir adiante, ele anda para frente não para nunca,
Pois ele almeja alcançar as montanhas, ele quer os Alpes,
busca o movimento e vislumbra seu reinado de liberdade.
A natureza se manifesta a favor dos homens sem fé.
Quem precisa de fé? O corpo é forte e robusto o bastante para
Ir além do que se imagina. O homem de fé permanece em inércia,
Em seu subsolo. Já o homem de natureza livre corre atrás de seus
Desejos. O homem sem fé é saudável, higiênico, livre de qualquer
Pensamento viral. Ele simplesmente nasce para habitar as montanhas.

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