terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se a música realmente alimenta o espírito


Devemos aos instrumentos e aos seus instrumentistas alguns momentos de beleza e supremacia em harmonia musical. Momento único em que a alma se ver satisfeita e vestida de uma armadura contra o aborrecimento e as atribulações corriqueiras do espaço em volta. Atribui-se não somente a poesia o mérito de fortificar nobre e humildemente o espírito humano. A música faz nascer àquela ponta de tranquilidade repentina no coração, nos ânimos e nas articulações que acompanha constantemente a sonoridade no vácuo. Do criador que faz dos pensamentos melodias, longas melodias de prazer, tranquilizante das almas presas e libertas, dos sonhadores e dos racionalistas, dos grandes e dos pequenos devemos nossa gratidão.

É impossível não amolecer o coração com a música perfeita que primeiro é captada pela audição e depois levada até o cérebro para que identifique e reconheça classificando como som aprazível. Impossível o coração não amolecer com o som das teclas de um piano ou das cordas de um violino em uma orquestra tocando um clássico imortal de algum gênio que se foi. Um sax tocando é maravilhoso, com ele consegue ir o mais profundo possível por que o sax tem aquela coisa de esforço para poder fazer sair o som e tudo que é feito com determinado esforço tem aquela ponta de perfeição. O som do sax gerado do sopro unindo-se aos outros instrumentos torna-se tão sublime quanto os demais.

A música traz o que nenhuma outra forma de arte faz ressuscitar: aquela vontade de permanecer altivo para resto da vida, permanecer suspenso, é, a música faz levitar, além de trazer certa liberdade incrustada no eco, não no eco, no canto, no acompanhamento do som nominal, no impulso inocente de movimentar os lábios fazendo escapar a pureza de entre os dentes tímidos. A música traz aquele assobio inesperado que se prolonga a uma vasta e indeterminada distância, trás lembranças de muito tempo atrás e por um instante revolve-as, renova e as leva embora novamente. O remédio tem a incumbência de curar as dores do corpo sendo indispensável para o ser humano assim como a música que tem como tarefa curar as dores da alma elevando o espírito para onde corre a tranquilidade.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Homem de natureza livre


O ser que possui fé, que exalta-se sempre para seu semelhante
Esse cresce pouco e desordenado. É improdutivo logicamente pensando,
Ele perece nos esteios da fé, ele se martiriza e fenece.
A fé faz do ser humano agente reprimido da sociedade em que vive
Pois a paixão dar e tira, tira mais do que oferece.
Enquanto o homem de fé se põe de joelhos para agradecer ao invisível
O pouco que possui ou alimentar-se de provisões futuras.
O outro a quem chamam de incrédulo, que é contrario, o sem fé.
Esse ao em vez de fé tem vontade, tem o sim e o não, ele o sem paixão.
Aquele que é sagaz, que anda na direção do pote de ouro, aquele
Que precisa necessariamente se preocupar com as formigas ordeiras
Primeiro para só depois derrubar o urso feroz.
Falo do homem sem fé. Ele não precisa de fé, ele odeia atraso,
Fé é atraso, ele repudia humilhação e ficar de joelhos diante do nada
É humilhação, pura humilhação.
Ao em vez de ajoelhar-se ante a uma imagem sem expressão
Ele prefere seguir adiante, ele anda para frente não para nunca,
Pois ele almeja alcançar as montanhas, ele quer os Alpes,
busca o movimento e vislumbra seu reinado de liberdade.
A natureza se manifesta a favor dos homens sem fé.
Quem precisa de fé? O corpo é forte e robusto o bastante para
Ir além do que se imagina. O homem de fé permanece em inércia,
Em seu subsolo. Já o homem de natureza livre corre atrás de seus
Desejos. O homem sem fé é saudável, higiênico, livre de qualquer
Pensamento viral. Ele simplesmente nasce para habitar as montanhas.