terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A corrida de táxi de PAUL ARDEN


Do livro EXPLICANDO DEUS NUMA CORRIDA DE TÁXI do escritor e publicitário PAUL ARDEN. Autor do best-seller mais vendido no mundo TUDO O QUE VOCÊ PENSA, PENSE AO CONTRÁRIO. O que pelo título já se pode imaginar o tamanho da hipocrisia.


O que acontece nessa corrida de táxi é o seguinte: o homem, o publicitário, o mito da ignorância mundial dono do livro mais vendido no mundo inteiro, esse escritor fantástico com sua genialidade fora do normal, com uma mente jamais vista, com uma capacidade de convencimento inexplicável acredita ter explicado deus numa simples corrida de táxi e a única coisa que ele deixa provado é a sua pequenez e a do seu deus. Continuem lendo...

A certos escritores que ultrapassam os limites de comicidade em relação à fé sustentada, penso eu que não a livro mais cômico que EXPLICANDO DEUS NUMA CORRIDA DE TÁXI de Paul Arden. O titulo já é uma afronta ridícula a toda a complexidade da vida e do universo em si e o desenrolar da história mostra que a simplicidade do Deus dele torna-o pequeno e vago. O seu pensamento em uma corrida de táxi só pende para o lado da improbabilidade da existência de um Deus seja ele qual for pela simples razão da grande complexidade do universo que seria preciso rodar o mundo inteiro de táxi para se explicar menos da metade do que existe no universo em total mistério.

"A maioria de nós precisa de algo espiritual em que acreditar. O homem não pode viver só de pão."


O típico argumento do religioso que não expande seus pensamentos em direção contrária com a finalidade de conhecer outras razões mais eficazes e lógicos. Quem falou que não podemos viver só de pão em se tratando de fé? Talvez ele não saiba mais tendo o pão por menor que seja e sem crer em algo espiritual sobrevive-se muito bem, o corpo em si só trabalha se for abastecido partindo para vertente do algo espiritual se não tem o pão, mas se tem fé são contados os dias para que seu sistema motor pare por falta de combustível. Nesse caso é supérflua a existência de fé sendo que ela não se sustenta por si só. Não precisa de algo espiritual para sustentar a existência humana visto que para eu crer em algo preciso que meu cérebro assim como o corpo esteja sempre funcionando e para que eles funcionem preciso de nutrientes com as vitaminas adequadas para o corpo. Conclusão, o pão é maior que a fé.

"Se rezamos por algo com bastante empenho e perseverança, geralmente conseguimos o que queremos."

Às vezes me pergunto quão é a arrogância das pessoas ao acreditarem que passando a maior parte da vida rezando traz algo de proveito. Acho que não seria necessária a medicina, a psicologia. Por que então perder tempo procurando uma cura para AIDS? Não deveria existir doença nenhuma, nem miséria, nem maldade pela quantidade de religião que existe na face da terra, não deveria existir nada que fosse prejudicial à vida. Se reza fosse eficaz a igualdade entre os seres seria uma virtude.

"A humanidade não quer realmente viver sem um Deus."

Na verdade a humanidade não quer aceitar a grande probabilidade da inexistência de um Deus, visto que o nada assusta, mas a realidade do universo e de Darwin não lhes deixam outras saída. A probabilidade da existência de Deus está em desvantagem, pois o avanço da ciência e tecnologia é um perigo para o clérigo, crentes, criacionistas e a maioria que crer em seres fantasmagóricos.

"A religião é uma lâmpada criada pelo homem para ajudá-lo a enxergar no escuro."

A religião foi à criação mais sanguinária e destruidora inventada pelo homem. Não, essa não foi de forma alguma uma criação para ajudar o homem a enxergar no escuro, foi criada para dominar os fracos e oprimidos, agrupá-los em rebanhos e fazer lavagem cerebral por influência de um livro de ficção. Sangue, corrupção, pedofilia, apedrejamento, mentira se isso é a luz para se enxergar no escuro, estamos perdidos.

Um comentário:

  1. Realmente, há pessoas que nem lá vão com um martelo na cabeça e por isso não vou perder o meu tempo comentando este artigo. Acredita no que quiseres e deixa os outros acreditar naquilo que eles quiserem. Não vás tu te tornares mais fundamentalista do que os religiosos que criticas.

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