quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A indelicadeza do simples

"Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado." (Albert Einstein)

Não é a forma como se entende melhor o simples, mas sim quem domina a engrenagem do fazer acreditar no simples é que é indelicado. Quem aceita o dito descomplicado sabe que não se chega muito longe sendo curta a extensão do dizer simples e a maioria das vezes não leva ninguém a lugar nenhum. A forma simplista serve apenas para o que é simples e o simples nos condiciona sempre para o leigo, pois ele atribui ao fantasioso o que não é do fantasioso, tornando ignorante quem o toma como verdade simples. Vejamos um exemplo: o leigo ou ignorante atribui e agradece sempre a São Pedro quando a chuva cai e a explicação imediata para o fato de a chuva cair é sempre São Pedro, pronto simples e direto São Pedro faz a chover nada mais e, no entanto não vejo complexibilidade nenhuma em dizer que uma frente fria se chocou com uma frente de ar quente vindo assim a formar uma nuvem carregada que fará a chuva cair.

O homem simples se deixa enganar facilmente ele aceita demasiado satisfeito o involuntário por que não tem fôlego o suficiente para revidar ou simplesmente acha o momento inoportuno. Esse achar inoportuno o momento em que se precisa estabelecer o que é de opinião própria é a base imediata para o cadafalso. Os pais explicam tudo de simples que aprenderam a seus filhos e essa é a causa primeira pela qual os filhos crescem desnutridos e dão continuidade a uma filosofia de vida totalmente decadente negando as proteínas e ingerindo o que só faz mal. A infância é refém da simplicidade ingênua das coisas, deve-se explicar simplesmente o que é realmente simples a uma criança, mas ao em vez disso explica-se o complexo de maneira inventada até que se toma como simples de forma contraria e pequena. Dessa forma não vejo desenvolvimento argumentativo em ser algum, vejo apenas seres guiados por pensamentos minúsculos pelo fato de ser simples seu entendimento. Vejo ai pura ignorância de seres que se sustentam e se contentam com o pouco e capto aqui de imediato o porquê de a humanidade ainda não saber sair do labirinto de enganação que só se alarga a cada década.

Não vejo se quer mínima poeira de inteligência na simplicidade de algumas coisas. Ao olhar para a extensão do universo e perceber de longe uma serie de planetas sustentado por uma gravidade girando em torno de um astro reluzente a ponto de nos esturricar a milhas de distância, além de outras diversidades de astros que rondam o universo ainda desconhecido em sua infinitude, com uma vasta quantidade de gases que são responsáveis pela existência humana. Ao pensar tudo isso e presenciar um bando de falastrão aderindo ao capitalismo e querendo se sobre sair pagando de santo ou de homem de fé com seu altruísmo repugnante de atribuir toda essa complexibilidade do universo a simplicidade divina chega a causar agitação nas ideias de tanta falta de indelicadeza moral. Para um ser ter criado o universo é obvio que ele precisaria ser bem mais complexo. Atribuir-lhe uma serie de cordas em que se controla tudo feito marionetes é bem mais simples que admitir sua falsa existência.

Na natureza nada é simples do menor ser existente ao maior ser possível corre entre suas extremidades mais curtas uma complexidade extrema. Sem contar com a complexibilidade que envolve o nascimento entre seres de mesmas espécies em que um gameta se sobre sai entre milhares se unido ao óvulo para formar um embrião que formará assim um novo ser dentro de outro. É simples isso tudo? Essa é a grande pergunta. É simples explicar a vida, o universo, a arquitetura corporal do ser humano, seu cérebro, toda sua genealogia? É simples isso tudo? Estamos envolto do complexo e só o complexo pode explicar a maioria das coisas que precisamos saber. Podemos tornar o simples complexo mais jamais tornaremos o complexo simples.

Complexidade é agitada e, por isso, barulhenta. O Simples é tranqüilo e silencioso. Deus está na tranqüilidade da alma e no silêncio. O estado tranqüilo e silencioso é a Simplicidade Essencial, a condição máxima da Beleza do espírito.

Trecho extraído do texto O DIZER SIMPLES do blog DO NADA À EXISTÊNCIA de Rômulo César Souza

Ai Rômulo, Rômulo desconfie do que é tranqüilo a sempre uma surpresa por trás da tranquilidade que pode ser assustadora. Tudo o que é nítido se faz por agitação deixando bem claro o que se pretende, essa inocência do Rômulo em achar que a sombra é sempre cômoda é a infeliz vontade de querer ir além sem revidar o que é totalmente inútil. Não se deve nunca sentar-se a sombra e acomodar-se por que alguma coisa causa medo, por que alguma coisa é complexa, barulhenta de mais para seus ouvidos assim a fraqueza do ser se mostra abertamente e então comprova a pequenez de espírito. O Rômulo acaba de negar a verdade, pois toda verdade tem sua complexidade estabelecida dentro de um barulho assustador, a verdade é barulhenta. Aceitar o simples por que o simples é tranqüilo é covardia, é não querer aceitar o que é certo, é não querer admitir o errado, é querer descaradamente deitar e dormir estando tudo por arrumar, estando tudo mergulhado no caos. Rômulo o barulhento tem aquela ponta de justiça que a maioria das vezes derruba as inconstâncias.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O problema por trás do problema


O conhecer do problema são tantos os problemas que se torna fácil apontar vários em uma sociedade abaixo do caos. Sim realmente é fácil apontar um problema, mas o que não se sabe é o que se encontra por traz do problema poucos conseguem ter a visão trabalhada para as mensagens claras do problema. Todo mundo sabe do grande caos que existe no Rio de Janeiro por conta do trafico de drogas que se alarga dia pós dia. O que nos transmitem são apenas pedaços de informações bem retalhadas o possível para não comprometer os homens de frente do sistema. Poucos sabem que por traz das mais de 650 favelas do Rio de Janeiro concentra-se uma grande logística de movimentação de drogas e armas que envolvem não só traficantes, como também uma grande casta influente que tem ações dentro da indústria de drogas e armas nos morros do Rio, nas ruas o consumo desse produto indesejado ataca os seres frágeis despidos de política publica. Esse o grande problema por traz do problema. A mesma situação ocorre quando falamos em saúde falamos em falência indecorosa de um direito do cidadão, o ser humano encontra-se suprimido dentro de uma política de ratos. Muitos se perguntam: porque é tão difícil de se ter uma saúde publica descente? Por que tudo dirigido ao populacho não vale a pena é assim que pensam os nossos representantes, é assim que funciona a política de “pão e circo” dos homens de terno e gravata. A grande vergonha dessa nação com relação à saúde vem da blasfêmia dos investimentos feitos e que são afanados pelos os responsáveis nas modificações. São os grandes problemas por traz do problema que levam a decadência da sociedade.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Filosofia do homem sem escrúpulos


Ele sabe que está sendo vigiado por que o outro desconfia dele, no entanto ele age mesmo assim por cima das normas e princípios. “A amizade garantirá meu sucesso”, pensa ele esquecendo que para o outro existe princípios e que esses princípios estão acima de qualquer coisa. Ele cai na armadilha pregada pelo outro que almeja ver seu ambiente livre da ambição e da falta de conduta ética de alguns infelizes. E também garantir para que sua consciência não se deixe levar por sentimentos alheios, sendo incapaz de infligir regras morais, como arruinar os outros por benefícios próprios.


O reles inflige uma regra moral imposta pelo homem que é violar a lei, ele violou uma lei que toda sociedade rejeita, ele agora tem outra imagem diante da sociedade, talvez ele caia no arrependimento e fique constrangido, talvez ele sinta vergonha do que fez, ou não visto que ele é um homem sem escrúpulos e homens sem escrúpulos não desenvolve sentimentos que os levam para baixo, mesmo já estando no mais fundo dos poços. Ele sabe que o sentimento de arrependimento não cabe em seu espírito, com isso ele tem autonomia para infligir uma lei moral ainda mais perigosa, ele corre bastante perigo por que essa lei para consciência é autoritária, perversa e nela permeia a escuridão, essa lei é exigente e dela prescinde muitos pontos universais.

O homem sabe quando passa dos limites e passar dos limites é pensar que está acima de qualquer coisa, portanto não teme nada. Este acima de qualquer coisa cega o ser humano de uma maneira inacreditável, ele vai até o último degrau do perigo, ele quer está sempre acima por isso infligir é seu verbo favorito. O homem sem escrúpulos vai além de seus limites e faz o que seu semelhante repudia, ele diz: “que se dane a natureza moral dos homens e suas consequências, quem vive de moral morre de fome” enganado ele padece, pois o espírito da consciência é bem alimentado por princípios descontaminados. A moral fajuta sim, pode ir as favas por que dela nasce a mentira e levanta urubus em toda carnificina de conduta da humanidade, mas a moral saudável e limpa, a que vem das montanhas dos pensamentos incorruptíveis, a que jamais nascerá do rebanho, a que não tem uma só gota de fé. Essa sim derruba o homem sem escrúpulos.