sábado, 4 de setembro de 2010

Convite inapropriado

Minha vizinha me convidou para ir à igreja dela, igreja católica. “Quando você vai visitar minha igreja? É um ambiente legal, apareça lá para conhecer os jovens tem culto todas quartas e sábados”. Esse foi seu convite não sei se posso chamar isso de convite ou se soa melhor como desrespeito. Por ela ser demasiado devota e pela simples razão de não está com a mínima vontade de discussão na hora, com muito esforço conseguir me privar de mostrar para ela qual o caminho realmente me faz bem, qual direção não me rouba a razão, quais os pensamentos fornecem-me conclusões exatas da discórdia com as doutrinas das igrejas. Balancei a cabeça sem graça e virei às costas sem mais falar sobre o assunto, talvez ela tenha se tocado que o meu interesse por religião é nenhum.



Para evitar uma discussão e não criar um ambiente difícil de convivência, visto que uma porta é colada na outra e estamos a nos bater toda hora. É bem melhor às vezes falar com gestos do que com palavras e deixar que o tempo condicione a um momento melhor para bater um papo tranquilo onde eu possa expor minhas ideias assim como ela também se é que ela tem alguma idéia formada. Criou-se em mim um instinto de liberdade, estou tão leve quase voando, tornei-me contestador de ideias mortas, não consigo guardar em mim qualquer tipo de mentira. Hoje minha vizinha ouviu apenas o silêncio em gesto na próxima ela saberá para qual lado pende meus pensamentos.

3 comentários:

  1. Isso já me aconteceu varias vezes... uma vez eu abri meu bocão e falei algumas coisas, nunca mais me convidaram pra ir a lugar nenhum...

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  2. Há um senhor que mora no mesmo prédio que eu e sempre pergunta se estou firme na rocha (acredito que seja uma referência bíblica). Digo que sim, já que ele não faz uma referência explícita a religião.

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  3. Ah, é um tanto constragedora essa situação. Já me aconteceu também e fu muito grossa, falei um monte e a coitada da pessoa nem merecia ouvir... a pouco tempo um colega de trabalho me convidou para um grupo de cura espiritual. Fingi ter interesse, sabe? não quero mais magoar as pessoas, e sei que elas não me entenderiam... Quanto mais consciência, mais responsabilidade, isso aprendi com a lição da pedra e do martelo!
    abraços

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