quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um momento de depressão


Uma semana e já não escrevo mais nada, fugiu-me os sentidos num momento em que a depressão conquistou um largo espaço do meu corpo, a vontade de permanecer estático na cama por um mês vaga em meus pensamentos. Por uma semana meu mundo despencou completamente, talvez pelo fato de parar um pouco e refletir tudo que me ocorreu durante meus vinte e três anos de vida e mais ainda por que dentro desses dois anos que me propus a pesquisar tudo sobre o processo de conhecimento dos mistérios que envolvem nossa vida. O fato concreto da minha depressão foi quando parei e pensei o quão é impressionante a vida em sua extensão de nada. Nascer e crescer dentro de uma sociedade que te engana, que te educa dentro de conceitos mentirosos e ilusórios, essa sociedade que te faz pensar que existe um outro mundo bem melhor depois desse e você acaba descobrindo que tudo não passa de grande falácia, que te enganaram durante anos e muitos ainda insistem nessa loucura, insistem em querer te enganar.


Agora consigo de uma forma inteligente repensar o arcadismo de conceito pregado de viver e fazer hoje, viver o presente, deixar que as coisas aconteçam sem a mínima repudia. O amanhã é indecifrável, a vida pode não mais existir amanhã, minha vida pode não mais está sob a luz do sol na manhã seguinte. É preciso deixar o futuro de lado às coisas só acontecem no presente, aproveitar cada minuto é importante, pois o tempo não para e sua velocidade comanda a extensão das vidas.

O suicídio já foi o refugio dos desiludidos da vida, hoje o ser humano ao passo que cresce intelectualmente percebe-se que o suicídio é tolice visto que a minha razão me diz que vou morrer, que não vou viver para sempre, que não serei eterno, então por que não permanecer em meu estado e acompanhar o processo de evolução, assistir cada descoberta fantástica, cada passar de ano vendo a transformação dos seres, do mundo e do universo. Quando penso em tudo isso imagino logo uma planta ela nasce por que o solo é propicio a seu desenvolvimento e seu objetivo é simplesmente crescer, dar frutos, envelhecer e morrer. Nascemos por que a terra é propicia ao nosso desenvolvimento, nosso objetivo é reproduzir, formar uma família para dar continuidade à espécie, envelhecer e morrer nenhum ser vivo foge dessa linha de pensamento. E não a nada de divindade ou fantasias em volta da beleza evolutiva.



sábado, 4 de setembro de 2010

Convite inapropriado

Minha vizinha me convidou para ir à igreja dela, igreja católica. “Quando você vai visitar minha igreja? É um ambiente legal, apareça lá para conhecer os jovens tem culto todas quartas e sábados”. Esse foi seu convite não sei se posso chamar isso de convite ou se soa melhor como desrespeito. Por ela ser demasiado devota e pela simples razão de não está com a mínima vontade de discussão na hora, com muito esforço conseguir me privar de mostrar para ela qual o caminho realmente me faz bem, qual direção não me rouba a razão, quais os pensamentos fornecem-me conclusões exatas da discórdia com as doutrinas das igrejas. Balancei a cabeça sem graça e virei às costas sem mais falar sobre o assunto, talvez ela tenha se tocado que o meu interesse por religião é nenhum.



Para evitar uma discussão e não criar um ambiente difícil de convivência, visto que uma porta é colada na outra e estamos a nos bater toda hora. É bem melhor às vezes falar com gestos do que com palavras e deixar que o tempo condicione a um momento melhor para bater um papo tranquilo onde eu possa expor minhas ideias assim como ela também se é que ela tem alguma idéia formada. Criou-se em mim um instinto de liberdade, estou tão leve quase voando, tornei-me contestador de ideias mortas, não consigo guardar em mim qualquer tipo de mentira. Hoje minha vizinha ouviu apenas o silêncio em gesto na próxima ela saberá para qual lado pende meus pensamentos.