sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ponto de mutação





Vivo até o inesperado dizer: chega!
Chega do sim a tudo, chega dessa
Afirmação constante sem lógica.
Chega da vida medíocre, inebriada e sem freios.
Vivo esperando o sinal de algo, o sinal vermelho
do pare e pule adiante, do algo inverso
a toda forma de conduta, de moral
e de verdade creditada até hoje.


Vivo por um fio esperando o próximo
Caos nascer, esperando a próxima guerra
Estourar, esperando a próxima forma de vida
Se manifestar para tomar posse do planeta.
Espero a metamorfose rebelar-se para só assim
Ausentar-me e cair nos braços da “Morte voluntaria”.


Estou a dois passos de conhecer a vida por traz
Dos segredos mais sombrios da humanidade.
E tudo isso me faz sentir vontade de desaparecer
e me isolar completamente do mundo lá fora.
o pavor e o vômito são constante dentro de mim.


Dançar com forme a música do mundo
Dançar com forme os passos do mundo
Impossível, não sei dançar e desconheço
As notas sem ritmos de milhares.
Sou cego, mudo e surdo para os que
Rodeiam-me. Enlouqueço grito e esbravejo
Constantemente, mas apenas com metáforas
Que melhor apresento o anacronismo humano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário