sexta-feira, 30 de julho de 2010

O brado do extemporâneo


Uma roda de amigos engravatados forma-se e sobre eles gira o assunto mórbido e decadente. Religião. Homens compartilham o mesmo pensar deflagrado e adulterado pelo sistema de conduta seguido a risco. A bíblia aberta sobre a mão espalhada de um articulista que se diz altruísta deixa claro o vírus de ignorância presente, é para todos os enganados um sinal maior de conhecimento. Da boca do altruísta sai o mal que acompanha o ser humano desde o inicio dos tempos. Todos em volta dele embebedam-se com as palavras alcoolizadas, todos em volta maquinalmente erguem para o céu as mãos, tomam pra si o ópio.

Sob os pilares de uma moderna construção na qual é visada a mais arquitetadas das construções - é preciso conforto para se garantir na ida para o céu. Cristãos dão as mãos e assim aumentam a corda dos próprios enforcamentos, os enforcamentos pelas crenças, pelos cânticos, pelos ditos, pelas hipocrisias liberadas sem noção.

O altruísta continua a fazer seu discurso com mais gestos e lagrimas do que com palavras ele faz isso sempre, ele carrega milhões proferindo asneiras e sendo o centro das atenções, ele grita alto e cita os versículos escolhidos e repetidos tantas e tantas vezes, eles expulsam demônios, eles curam, eles são milagreiros, eles são mensageiros de um deus, eles discípulos de um deus, eles são homens divinos. São imagens de um deus morto.

Um comentário:

  1. Homens engravatados matam mais pessoas no mundo com a desigualdade social do que os ladrões comuns - aqueles que vão para a cadeia esculachados por todos. Homens de gravata não roubam e não matam diretamente. E ainda por cima têm boms sapatos (rs) boas roupas e estufam o peito para falar de deus...

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