terça-feira, 29 de junho de 2010

Nós, os sem-medo (A gaia ciência Nietzsche)





O que há com nossa serenidade. O maior dos acontecimentos recentes – que “Deus está morto”, que a crença no Deus cristão caiu em descrédito – já começa a lançar suas primeiras sombras sobre a Europa. Para os poucos, pelo menos, cujos olhos, cuja suspeita nos olhos é forte e refinada o bastante para esse espetáculo, parece justamente que algum sol se pôs, que alguma velha, profunda confiança virou duvida: para eles, nosso velho mundo há de aparecer dia a dia mais poente, mais desconfiado, mais alheio, mais “velho”. Mas no principal pode-se dizer: o próprio acontecimento é grande demais, distante demais, demasiado à parte da capacidade de apreensão de muitos, para que sequer sua notícia pudesse já chamar-se chegada: sem falar que muitos já soubessem o que propriamente se deu com isso – e tudo quanto, depois de solapada essa crença, tem agora de cair, porque estava edificado sobre ela, apoiado a ela, arraigado nela; por exemplo, toda a nossa moral européia. Esse longo acúmulo e seqüência de ruptura, destruição, declínio, subversão, que agora estão em vida: quem adivinharia hoje já o bastante deles, para ter de servir de mestre e prenunciador dessa descomunal lógica de pavores, de profeta de um enobrecimento e eclipse do sol, tal que nunca, provavelmente, houve ainda igual sobre a terra?... Mesmos nós, que nascemos decifradores de enigmas, que esperamos como que sobre as montanhas, postados entre hoje e amanhã e retesados na contradição entre hoje e amanhã, nós, primogênitos e prematuros do século vindouro, aos quais propriamente as sombras que em breve hão de envolver a Europa já deveriam estar em vista agora: de onde vem que mesmo nós encaramos sua vinda sem muito interesse por esse ensombrecimento, antes de tudo sem cuidado e medo por nós? Estamos ainda, talvez, demasiado sob as conseqüências mais próximas desse acontecimento – e essas conseqüências mais próximas, suas conseqüências para nós, não são, ao inverso do que talvez se poderia esperar, nada tristes e ensombrecedoras, mas antes são como uma nova espécie, difícil de descrever, de luz, felicidade, facilidade, serenidade, encorajamento, aurora... De fato, nós os filósofos e “espíritos livres” sentimo-nos, à notícia de que “o velho Deus está morto”, como que iluminados pelos raios de uma nova aurora; nosso coração transborda de gratidão, assombro, pressentimento, expectativa – eis que enfim o horizonte nos aparece livre outra vez, posto mesmo que não esteja claro, enfim podemos lançar outra vez ao largo nossos navios, navegar a todo perigo, toda ousadia do conhecedor é outra vez permitida, o mar, nosso mar, está outra vez aberto, talvez nunca dantes houve tanto “mar aberto”.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O imoralista "par excellence"


“De tudo aquilo que é escrito, me faz gosto de fato apenas aquilo que alguém escreve com sangue. Escreva com sangue e haverás de experimentar que sangue é espírito.” Faço minhas as palavras dele. Ler Nietzsche é compreender todo processo de conduta humana baseada em mentiras, baseada em falsas analogias grotescas que levam a degeneração do pensar em seu estrambólico meio social extraviado. A satisfação de ler Nietzsche e perceber o quão importante ele foi para filosofia do antes e do agora inovada, em suas próprias formas de expressão criadas para esmagar ídolos de todas as espécies, quando percebo a força de cada expressão, de cada aforismo, de cada saber em uma única frase, mais maravilhado, extático e forte me sinto. Ele é espantoso, ele é engrandecedor e como ele mesmo escreveu: “Eu não sou homem, eu sou dinamite.” E explodiu as verdades contrarias, assim como o homem néscio falastrão, assim como o populacho enganado, assim como toda forma de lavagem cerebral.


“Minha ambição é dizer em dez frases o que qualquer outro diz num livro – o que qualquer outro não diz num livro.” A escrita precisa capaz de derrubar o mais feroz dos seres, criticas contundentes que o fizeram aniquilador incansável. Os seus aforismos foram em grande parte o seu recanto, a sua camada de proteção contra os mascarados, foi sua arma mais poderosa contra toda forma de poder, contra uma cultura, contra a filosofia pobre, contra a forma de poder mais indecorosa e persistente, o cristianismo. Ele criou o aforismo para derrubar a moral deturpada, para fazer arder os pensamentos ingênuos dos cristãos, fez da cultura Alemã um de seus alvos prediletos, passou como um tanque de guerra por cima de ídolos e derrubou do trono “o crucificado”, essa foi sua forma de felicidade: “um sim, um não, uma linha reta, um alvo.” Em Nietzsche corria o sangue da virtude e o sangue é as suas obras e elas permanecem com a mesma força, talvez maior ainda. Em Nietzsche não se vê hipocrisias e quando falo Nietzsche falo de todas as obras existentes, ele agride os merecedores, ele extermina o fraco de virtude e o forte moralista, pois ele é o imoralista e aniquilador par excellence.

“Eu amanso qualquer urso e sou capaz até de fazer de um palhaço uma pessoa descente.” Ele em sua condição de matador de ídolos, o destruidor dos pilares sujos das religiões e de todo conceito de verdade deteriorada, de toda moral em estagio de ignorância ejaculada pela sociedade devota aos seus conceitos mesquinhos, ele o homem que desceu o martelo em toda forma de hipocrisia e em toda forma de negação da verdade absoluta, foi e é o único homem a alcançar 6000 pés além de todos os filósofos e pensadores que existiram ou existem na face da terra. E o segredo da sua virtude de gênio ele mesmo revela: “Em tempos de trabalho profundo não se vê livro algum em volta de mim: eu me guardo de deixar alguém discursar ou até mesmo pensar perto de mim.” Está ai a formula de um gênio insuperável, de um espírito totalmente livre que sem medo de andar próximo aos mais perigosos dos abismos, sem medo de cair nas estreitas pontes por onde passou ou de ser engolido pelas feras agonizantes do poder fez de sua solidão cúmplice e de sua doença força e verdade.

“Sim! Eu sei muito bem de onde venho!
Insaciável como a chama no lenho
Eu me inflamo e me consumo.
Tudo que eu toco vira luz
Tudo que eu deixo, carvão e fumo.
Chama eu sou, sem dúvida.”

                       (Ecce homo)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

E chispa o martelo

1.

Em baixo da pedra indecorosa, aquela cujo limo povoa incessantemente. O martelo desce enfurecido.


2.
Discutir com quem não quer ouvir é perda de tempo, por isso logo que vejo um cuido de tomar extrema distancia.

3.

Andar no limite da loucura, o imoralista nato anda. Por que não Sab conviver com hipócritas.

4.
Chamar deus a toda hora, em tudo que faz. Isso é coisa do populacho, dos sem noção. Isso é vandalismo existencial.

5.

A faísca do martelo sai em chamas para queimar todo e qualquer semeador de inverdades.

 6.

A ira do martelo cai sobre os seres ignorantes. Homens de deus.

7.

O ser que faz de deus seu amuleto ele é tão azarado quanto os seres que andam sem amuletos.

sábado, 12 de junho de 2010

Santuários de blasfêmias


Estão espalhados por todo planeta os santuários que expandem blasfêmias. Roma a mãe da mentira onde tudo começou com uma história pra la de frajuta, que o diga o tal Jesus que conseguiu fazer seu papel de ator principal perfeitamente. Na bíblia como todo fiel leitor e seguidor de suas paginas fantasiadas, estão infinidades de passagem da importância de ir à igreja e exercer a principal função dentre reles pecadores, doarem o dinheiro suado da semana inteira em busca de uma fé mesclada pelo fel da inverdade.


Este tipo de comercio bastante lucrativo vem crescendo assustadoramente no Brasil por conta de isenção de impostos, com a ajuda da palavra de um Deus e as artimanhas de cada padre, bispo, pastor, papa, etc. todos que participam desta casta podre, mofada e bem digerida pelas cabeças ocas de plantão. O que a nas igrejas que atrai tantas pessoas? Simples e fácil de responder: a história foi montada, bem montada por sinal coube aos falsos profetas administrarem de forma a colher grãos em troca de falsas ilusões. O que se encontram na maioria desses estabelecimentos são pessoas ínfimas de educação, incapazes de fazer uma digestão completa das metáforas contida na bíblia. Tem as que não sabem nem ler e mesmo assim andam com todo o entusiasmo ocupando parte inferior do braço com papeis rabiscado.
Se existe uma marfia completa e bem montada a igreja é a verdadeira, marfia das falsas vertentes, marfia na arte de enganar, iludir e extorquir, marfia de roubar. O que tenho a dizer sobre esses tais santuários que pensam pregarem verdade é que aqueles que se dirigem para esse lado estão indo direto para uma maquina de lavagem cerebral. Existem muitos sapientes nos assuntos religiosos omitindo a verdade que é freqüente nestes tipos de rituais, mas o dinheiro fala bem mais alto. E como sem distorcer as verdades, jamais existira lucro é bem melhor distorcer e ser feliz com a bíblia na mão.

Igreja em português vem do termo Eclésia que é uma palavra Grega que simplesmente quer dizer “estão fora” e se for imaginar quem se encontra dentro delas está fora diretamente e propositalmente das verdades que envolvem todas as religiões. Minha indignação não é nem isso tudo, mas o fato de os falsos profetas exporem, escancararem provas de suas ações frajutas na frente de fingidores que não querem de forma alguma aceitar a realidade diante de seu pobre corpo. Os fatos que levam ao o canal ou ao inicio de todas as porcarias pregadas através do nome do Deus quase acabado estão se mostrando com o passar do tempo e mesmo assim o Jesus histórico é ritualizado nas pregações de dízimos e orações.

Os falsos profetas, a bíblia, as igrejas, seus membros maiores e menores, a história contada e o principal fator entre todos. O tal Jesus de Nazaré. Toda está união de baboseiras forma o abismo dentro do circulo que diz respeito aos fatos míticos da religião. Este angu que nem desce nem apodrece é sarcasmo de toda uma camada buscando o que move o homem ocultação de verdades, capitalismo e banalidade.




"Os homens fortes e independentes, preparados e predestinados para o comando, nos quais se encarna a razão e a arte de uma raça dominante, vêem na religião um meio de vencer obstáculo para poder dominar".


                                                                                                       Friedrich Nietzsche


                                                                                               (Para Além do Bem e do Mal)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A juventude do amanhã



A soberba juvenil habitando tempos de exageros, desesperos e confusões de idéias junto a varias provações indesejadas. Aqueles que pensam em uma juventude educada, moldada e eticamente alinhada esqueçam todo esse sonho, toda essa provável visão de um futuro próximo, a sociedade cria mulas para nós representar mais adiante, asnos educados por conta própria não diria educados e sim envergados em suas próprias orgias horripilantes.

São vários fatores que desviam os jovens de um caminho honroso, mais sem duvida alguma apenas três tem influencia direta no crescimento mental. Primeiro a educação adquirida em seu berço que é totalmente arrogante e ineficiente para a total compreensão da sociedade, um jovem que alcança liberdade prematuramente tem total chance de ser um alguém irregular quanto a moral inexistente do século reinante. A colaboração dos educadores de berço tem de ser primordial, regida a ferro e ao mesmo tempo consciente e positiva, precisa-se moldar inteligentemente o caminho, pois eles não sabem o caminho, eles pegam qualquer caminho e esse qualquer caminho a maioria das vezes é sempre o caminho da imbecilidade de vícios, eles não pensam com o cérebro pensam com os desejos mais mesquinhos que se manifestam por excelência hipocritamente. São seus genitores os culpados pela projeção de modos e moral incorretamente. Os jovens não sabem pensar e os genitores são incapazes de educar. Segundo se os educadores de berço não conseguem educar corretamente e quando conseguem existe um empecilho bem maior, mais a frente, a sociedade fator contra a educação de berço corrompe, muda a estrutura, o perfil e a forma de pensar da juventude que corre torto em sua linha de conduta. O papel da sociedade na formação de um jovem homem competente, reto, incorruptível é de extrema importância sendo ela a detentora do contato constante e direto com o jovem, ela que fornece o carpem diem destruidor, depredador, aniquilador de bons modos. Se não houver forma de cessar o deterioramento da sociedade de forma alguma teremos jovens capazes de entender e respeitar preceitos universais e seus filhos nascerá com os mesmo distúrbios de pensamento formando assim um planeta de doentes mentais.

Terceiro a noção. Perdeu-se completamente a noção de tempo, espaço, noção das coisas em volta. Veste-se mal, por que a moda de cada dia exige que cada um revele seu perfil pela forma de se vestir, de se comportar o comportamento é deplorável, a educação parece não existir mais, parece um conceito antigo desconhecido, o vocabulário muda perde-se a noção da semiótica estruturada e correta, a gramática é assassinada arrogantemente e toda palavra aferida, inventam-se novas regras enquanto outras morrem sorrateiramente pelas bocas de jovens que representarão la na frente a humanidade. A depredação do corpo é fato marcante, o corpo virou objeto de transformação brutal, se fura, se corta, se pinta é grotesca qualquer forma de mutilação do corpo. Eles mutilam o corpo e não sabem que a alma já é mutilada pelo sistema que rege a casta da juventude porca. Falar asneira na brutal consciência de que se esta na badalada moda, falar asneira experimentar bobagens e como são toscos eles até viciam-se, andam em grupo destroem seu próprio espaço, urinam em seu próprio berço, abominam seus descendentes mais íntimos e tornam-se tudo que querem, um leva o outro todos andam de mãos dadas com a evolução ineficiente, todos grudam na liberdade extasiada e mesclada de eu posso tudo. A noção de espaço é pisoteada e destruída, pois com ela anda-se em linha reta, com ela estabelece em torno dos acontecimentos as virtudes, se conhece a virtude, levanta a moral. Sem ela as coisas giram em torno dos vícios, das modas, das arruaças e da aniquilação de idéias.

Comer do mesmo prato que os jovens globais comem alguns poucos fazem, alguns poucos tomam rumos diferentes desses maquiavélicos iludidos em orgias. Os passos que eles dão têm a mesma medida em todas as caminhadas, em todas as direções, em todas as investidas. O prato que eles comem é sujo por completo e o alimento verbal incoerente e bem digerido pela a sociedade que apóia e dizem: Olha ai a nação futura, eles serão a nossa saída.

O canal de tubulação de falsas crenças é crescente em qualquer ramo do sistema que rege o planeta terra.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A natureza como força de equilíbrio




O planeta e o futuro em contradição com as leis que regem a natureza em torno do universo terrestre. Com o homem sendo um inteligente capitalista fora da moral que nunca existiu e asno ecologicamente o mundo estoura sob seus concretos e ferraduras, a natureza entra em depressão e mostra que o desrespeito para com ela custa caro, assustadoramente caro. Custa caro ler um livro, um jornal, custa caro tomar um refrigerante quase tudo na vida custa caro e o barbarismo ao meio ambiente é grotescamente caro.



O homem querendo ultrapassar, querendo derrotar a natureza sob forte pressão de uma corrida em busca da economia forte, duradoura e destruidora de país contra país, de nação contra nação. A um forte indicio que a manifestação destruidora da natureza tem como objetivo equilibrar o planeta visto que o ser humano pocria igual a ratos e consomem arrogantemente feitos feras, feras sem noção do tempo futuro e da aberração que é o seu próprio ser ignorante. A ilusão dos lideres mundiais em um crescimento sustentável, o chamado crescimento a favor da natureza o que não passa de contradição, analisando o processo de economia levantada e sancionada em cada país percebe-se que para vencer a briga de economia primeira do mundo, superpotência é preciso poluir, devastar, depredar é preciso derrubar o verde para sustentar uma economia, é preciso o constante desrespeito com os fatores do tempo para o empuxe do desenvolvimento. A china cresce em torno das indústrias de carvão e sua economia em um futuro bem próximo será a primeira, planará nas alturas, assim como a fumaça expulsas das chaminés de suas indústrias. Os Estados Unidos se mantem no topo por que faz o que é primordial para o sucesso de sua forte economia polui, depreda e desrespeita a nutereza. Quase todas as populações mundiais crêem no irreal, crêem em forças mistificadas e em insanidades que fogem ao padrão de uma loucura ultrapassada e por isso não enxergam que um ser todo poderoso, totalmente real e brutal quando um porco enlamaçado de imbecilidade toca-a, essa eu sei que existe, ela se manifesta em torno de mim, ela é tão poderosa ao ponto de derrubar vários em um único evento, em uma única aparição surpreendente, em varias formas com intensos padrões de força. Sob terremotos, enchentes, deslizamentos, trovões, raios a natureza diz: A força nasce de mim, eu sou a força, eu sou real, eu sou o poder e todos tremem, eu sou a luz e diante de mim não a nada tão intenso.

A natureza se manifesta da hipocrisia do ser humano, ela derruba por que precisa eliminar, ela mata por que precisa alertar o futuro chegando sob incansáveis aniquilamentos de inúteis incapazes de pensar logicamente, incapazes de mudar conceito, de levar a serio uma transformação. A natureza felizmente age eliminando tudo aquilo que é prejudicial a ela, o ser humano e todas suas formas de desenvolvimentos modernos e futuristas são prejudiciais a ela e talvez seja o fator chave, por isso o caos em varias dimensões do globo terrestre. Por isso a preocupação que já toma ares de seriedade, por isso uma parcela cai ali outras vão caindo la e mais adiante uma outra cai aqui e vão caindo, caindo até se darem conta da gravidade da situação em torno do fato vida presente e futura, até acordarem definitivamente e perceberem que não é um deus mesquinho, inventado, intangível, ilusório, utópico e colateral que salva e sim o verdadeiro poder natural que é totalmente perceptível, danoso e onipotente e se manifesta sem piedade dos seus agressores. Iniciaram a guerra contra a natureza agora agüentem sem falação, sem agitação, sem revolução, fique apenas com o choro única forma de expressão do terror. A natureza é, foi e sempre será a principal predadora do ser humano incoerente.